Entrevista com Fulha
O Hip-Hop é, para muitos, uma forma de expressão. Para Fulha, é também uma missão de vida.

Rema está de volta com toda a energia. Depois de incendiar palcos por toda a América do Norte e Europa com a sua digressão mundial HEIS — que passou por salas icónicas como o Madison Square Garden, em Nova Iorque, e a O2 Arena, em Londres — o artista nigeriano lança Kelebu, um novo hino vibrante, com produção a cargo de London.
No ano em que o seu aclamado álbum HEIS celebra o primeiro aniversário, Rema mostra que não vive de recordações — está já a subir a fasquia. Com Kelebu, presta homenagem ao espírito contagiante da era dourada da música de dança africana. É um tema pulsante, carregado de ritmo e atitude, que capta na perfeição a energia crua e magnética dos concertos de Rema. Feita para as pistas de dança, festas intensas e colunas no volume máximo, Kelebu é uma verdadeira fuga sonora — um convite a desligar do mundo e simplesmente dançar.
Sobre a inspiração do tema, Rema partilhou: "Quando era miúdo, não tinha telemóvel para descobrir música por mim. Ouvia o que se tocava em casa – gostos muito diferentes. Nas festas da escola dançávamos muito ao som de ritmos caribenhos e francófonos. Ninguém se importava com o que diziam as letras, porque nem eram na nossa língua. Repetiam uma palavra com um instrumental incrível por trás, e dançávamos todos. Agora, ao fazer música, estou a reviver esses momentos através da minha arte."
Depois da sua aparição-surpresa no concerto de Drake no festival Wireless — onde foi apontado pela crítica como um dos momentos altos do dia — Rema mostra que está imparável. Anos de digressões intensas refinaram o seu talento, e Kelebu é o som de um artista em pleno domínio da sua identidade, a reinventar o jogo, batida após batida.
Rema arrancou 2025 a todo o gás com os lançamentos de Baby (Is It A Crime) e Bout U, antes de iniciar a digressão HEIS, que se tornou um marco na sua carreira. Entre os destaques estão os concertos esgotados no Madison Square Garden, o regresso triunfante à O2 Arena (pela segunda vez em quatro anos) e uma Accor Arena completamente cheia em Paris. Ao longo desta digressão mundial, Rema celebrou seis anos de êxitos que mudaram o rumo do Afrobeats e reforçaram a sua posição como um dos maiores nomes da cena musical africana a nível mundial.
Durante o concerto em Londres, Rema surpreendeu ao anunciar que se irá afastar temporariamente dos palcos para se dedicar totalmente ao próximo projeto. A era HEIS foi histórica, mas o artista está agora fechado em estúdio, pronto para criar algo que não seja apenas uma continuação — mas sim uma evolução.
Um novo capítulo aproxima-se, e como sempre, Rema está a traçá-lo segundo as suas próprias regras.
Durante a Semana da Moda de Paris, em junho, o artista também fez a sua estreia na passerelle ao desfilar para a marca 424, marcando presença na primeira fila dos desfiles da Kenzo e Jacquemus — mais uma prova de que o seu impacto vai muito além da música.
Universal Music | Foto:D.R.
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