O Douro & Porto Wine Festival voltou a afirmar-se como um dos maiores eventos vínicos e musicais do país, reunindo mais de 13.500 visitantes ao longo de dois dias no Cais de Cambres, em Lamego. Na sua quinta edição, o festival voltou a juntar vinho, gastronomia e música num cenário privilegiado da Região Demarcada do Douro.
Tozé Brito e José Cid juntos em álbum que recupera músicas proibidas pela Censura

Todo o Mundo e Ninguém é o primeiro single de Tozé Cid. Uma canção carregada de história e simbolismo. Em 1970, Tozé Brito e José Cid repartiram pela primeira vez a autoria, a partir de um poema de Gil Vicente escrito no Século XV, escolhido para escapar ao lápis azul da censura.
Editada originalmente num single em vinil, só muitos anos mais tarde foi disponibilizada em CD através de uma antologia do Quarteto 1111. É agora revisitada e regravada pelos dois históricos para o álbum conjunto de celebração da cumplicidade entre Tozé Brito e José Cid.
Isto depois de ter sido samplada por Jay-Z em Marcy Me, do álbum 4:44, editado em finais de 2017. O instrumental foi então assinado pelo produtor No I.D.
*******
Quando Tozé Brito e José Cid se conheceram, havia um país por resolver e outro por inventar. Partilharam ensaios, viagens, tertúlias e vivências. Aprenderam juntos a fazer. Sem eles, a música portuguesa não seria a mesma, mas a história ainda não acabou. Tozé Cid sintetiza a cumplicidade entre ambos num documento histórico de revisão de Canções de 1969-2023.
Uma amizade que remonta aos dias do Quarteto 1111, quando Tozé Brito entrou para o grupo em 1970, o ano do histórico álbum de estreia, do qual revisitam João Nada, Domingo em Bidonville e Pigmentação (a primeira canção escrita em Portugal sobre a xenofobia), todas proibidas pela censura, retiradas do ar e os discos das lojas. Do mesmo ano, chega Todo e Mundo e Ninguém, a primeira escrita a quatro mãos, originalmente editada em single e celebrizada em 2017 por ter sido samplada por Jay-Z em Mercy Me do álbum 4:44. E do Quarteto, voltam ainda a Memo e Os Rios Nasceram Nossos, ambas do single de 1987, que assinalou a reunião do grupo para comemorar vinte anos de carreira.
Aos Green Windows, a banda formada quando os dias do Quarteto se aproximavam do fim, resgatam com dois lados B: Bola de Cristal (de 1973, parceira de No Dia Em Que O Rei Fez Anos) e Uma Nova Maneira de Encarar O Mundo (de 1974, a outra face do clássico Vinte Anos). As restantes quatro, provêm de discos de José Cid: Lisboa Ano 3000 (1971), Mitos (1989), Soldados Desconhecidos (1994) e João Gilberto e Astor Piazzolla (2018).
Para este exercício de revisitação e reconstrução do património conjunto, Tozé Brito e José Cid optaram por escolher canções menos conhecidas do público, com perfil atual. A dupla deu prioridade às vozes, e elaborou arranjos de roupagem acústica, com recurso a instrumentos tradicionais como concertinas, acordeões, gaitas de foles e flautas, a juntar às guitarras acústicas, baixos, teclados e percussões. As gravações decorreram no estúdio de José Cid.
As ilustrações têm assinatura de João Maio Pinto, igualmente responsável pelo vídeo de Todo o Mundo e Ninguém. Tozé Cid está disponível em formato físico em CD e vinil.
Mercado de Culturas… à Luz das Velas voltou a Lagoa com noites de luz, arte e celebração lusófona
O centro histórico de Lagoa voltou a transformar-se num cenário de rara beleza entre os dias 2 e 5 de julho, com a realização da 11.ª edição do Mercado de Culturas… à Luz das Velas, um dos eventos culturais mais marcantes do verão algarvio. Milhares de visitantes passaram pela cidade ao longo de quatro noites, atraídos pela atmosfera intimista...
Durante quatro dias, entre 25 e 28 de junho, a Zona Histórica de Loulé voltou a transformar-se num autêntico palco multicultural com a realização da 22.ª edição do Festival MED. Considerado um dos mais importantes festivais de World Music da Europa, o evento reuniu milhares de visitantes nacionais e estrangeiros numa celebração onde a música, a...
O passado dia 5 de junho ficará marcado como um dos momentos mais importantes da ainda jovem carreira de ICARO. O artista aveirense esgotou a Casa Capitão, em Lisboa, naquele que foi o seu primeiro concerto em nome próprio na capital, perante uma sala cheia de fãs que acompanharam de perto um espetáculo carregado de emoção, proximidade e afirmação...





