Em Pátria, a ação passa-se numa "distopia realista", que retrata um país dominado pela
opressão de uma ditadura. Neste ambiente sombrio, dois grupos enfrentam-se num momento
em que os movimentos extremistas crescem nas ruas.
Com uma abordagem corajosa, o filme aborda questões urgentes como a xenofobia e a
liberdade de expressão, pretendendo despertar a consciência do público para estes temas.
Para Bruno Gascon, o realizador português premiado a nível nacional e internacional, Pátria
é uma análise da condição humana e da luta pela liberdade. O realizador acredita que "a
arte tem o poder de nos fazer questionar, refletir e agir. Neste filme pretendi criar uma
experiência visceral que mergulhasse no âmago dos conflitos sociais e políticos. É uma obra
de ficção, mas infelizmente muito do que vão ver no cinema é profundamente real".
Quando questionado sobre a mensagem que pretende passar através da sua nova obra, o
autor dos reconhecidos filmes Carga e Sombra, conhecido pela sua coragem em abordar
temas delicados e de impacto global, afirma: "é urgente paramos, pensarmos para onde
estamos a ir e, sobretudo, a que ponto não queremos chegar."
Com o slogan "Liberdade ou Morte", Pátria conduz o público a uma jornada emocionante e
provocadora, incitando a reflexão sobre a importância de defender os valores fundamentais
da liberdade.
Protagonizado por Tomás Alves, tem como principal antagonista o ator Rafael Morais. Do
elenco fazem ainda Michalina Olszanska, Matamba Joaquim, João Vicente, Iris Cayatte,
Raimundo Cosme, entre outros.
Distribuído pela NOS AUDIOVISUAIS, Pátria tem estreia marcada nos cinemas nacionais no
dia 19 de Outubro. Produzido pela Caracol Studios, contou com o apoio da RTP, do Pic
Portugal e do município de Barcelos, onde o filme foi integralmente rodado.