Na noite de 21 de julho, o Lisboa Ao Vivo foi palco de uma verdadeira celebração do rock, com os The Bateleurs a assumirem a responsabilidade — e o privilégio — de abrir o concerto dos californianos Dirty Honey. E a banda lisboeta não só esteve à altura do desafio, como conquistou a plateia desde os primeiros acordes.
Com uma setlist coesa e enérgica — A Price for My Soul, Rise Above the Storm, For All to See, City of Lights, Widow Queen e Revolution Blues —, os The Bateleurs revelaram uma impressionante maturidade artística, aliando técnica e paixão numa atuação de enorme intensidade.
Momentos como City of Lights e Widow Queen foram particularmente celebrados pelo público, que respondeu com entusiasmo à entrega e ao carisma da banda. As performances foram seguras, profissionais e transbordantes de personalidade, com todos os elementos a mostrarem total domínio de palco — mas foi impossível não destacar a presença magnética de Sandrine Orsini, cuja voz e entrega captaram atenções do início ao fim.
O som esteve irrepreensível, e a presença em palco dos The Bateleurs provou que o rock nacional está mais vivo do que nunca. Um concerto que ficou na memória de quem esteve presente — e que confirma a banda como uma das mais promissoras do panorama nacional.