Na noite de
sábado, 23 de agosto, a Alameda da Praça da República, em Portimão, encheu-se
de música e emoção com a 11.ª edição do Festival de Acordeão João César, um
evento que homenageia uma das figuras mais marcantes da cultura local e que,
ano após ano, tem conquistado lugar de destaque no panorama musical português.
Com entrada
livre, o festival voltou a atrair centenas de pessoas que não quiseram perder
um cartaz de luxo, onde subiram ao palco nomes de renome nacional e
internacional.
A abrir a
noite esteve Andreia Sofia Rodrigues, natural do Cartaxo e professora no
Conservatório de Música de Santarém. Reconhecida pelo seu papel na valorização
e ensino do acordeão em Portugal, a artista trouxe a Portimão um repertório
profundamente enraizado na tradição portuguesa, incluindo interpretações de
temas do homenageado, que conquistaram calorosos aplausos do público.
Seguiu-se a
atuação de Tiago Pirralho, natural de Coruche, cujo currículo impressiona: 11
vezes campeão nacional e 4 vezes campeão ibérico de acordeão. A sua
performance, marcada pela técnica e energia, foi um dos momentos mais vibrantes
da noite.
O ambiente
ganhou uma nova dimensão com o Dúo Kasal, formado pelos algarvios Jorge Alves
(acordeão) e Mariline Martins (violino). O duo apresentou um repertório
intimista, no qual cruzou sonoridades portuguesas com a delicadeza e a força
expressiva dos dois instrumentos.
O palco
recebeu depois a atual campeã mundial de acordeão, Egle Bartkeviciute, vinda da
Lituânia. Com um percurso recheado de prémios internacionais, a jovem
acordeonista trouxe até Portimão o virtuosismo da nova geração mundial,
arrancando prolongadas ovações do público.
O
encerramento não poderia ter sido mais simbólico: ao som de "Portimão em
Festa", tema da autoria de João César que se tornou o verdadeiro hino do
festival. A interpretação esteve a cargo de Jorge Alves e Tiago Pirralho, que
juntos protagonizaram um final memorável e emotivo.
Organizado pela Junta de Freguesia de Portimão, em
colaboração com a Rádio Alvor FM e com o apoio do município da cidade, o
festival assume-se como uma homenagem à vida e obra de João César, cuja paixão
pelo acordeão e dedicação à cultura portimonense continuam a inspirar novas
gerações.