O Fado de Aldina Duarte

O Fado de Aldina Duarte caracteriza-se pela elevação da poesia e dos sentimentos; o som das guitarras, da voz inteligente na exaltação da palavra num discurso direto, sem artefactos, bem à maneira "punk".

"O meu fado trouxe-me aqui" é uma frase que ouvimos a Aldina Duarte, mas será que é mesmo o Fado que a leva ou será a Aldina, uma verdadeira força da natureza, a levá-lo?
Um e outro são indissociáveis e juntos têm percorrido um caminho invulgar e único, sendo que 2019 não é exceção para novos trilhos.

Em Janeiro, Aldina Duarte apresentou no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian um espetáculo único que denominou de O FADO E A POESIA; acompanhada à guitarra por Paulo Parreira e à viola por Rogério Ferreira, o espetáculo contou com dois momentos muito especiais - com Carlão, num grande desafio entre a música da palavra dita e a música da palavra cantada e com Filipe Raposo, numa linguagem clássica, mas que tão bem "casa" com o Fado e a Poesia de Aldina Duarte.

Em Fevereiro, o Fado de Aldina Duarte viajou até à Póvoa de Varzim, integrando a programação de um dos mais importantes festivais literários: Correntes D'Escritas, com uma atuação marcante no Teatro Almeida Garret.

De momento encontra-se a preparar MALFADADAS, uma cocriação com Filipe Raposo, Isabel Abreu e Miguel Loureiro; trata-se de uma mitologia literária, musicada, na qual Aldina Duarte e Isabel Abreu se encontram no palco, aquele espaço onde são e onde acontece: Duas mulheres sempre dispostas a elaborar no risco, no incerto, no apenas-pressentido. A peça estará em cena na Sala Garret do Teatro Nacional Dona Maria de 20 a 28 de Julho.

"Quando se ama loucamente" (nome do disco editado em 2017, com produção de Pedro Gonçalves) continua a ser apresentado ao vivo, estando já certo um sucessor - um novo disco a editar ainda no decorrer deste ano e que, mais uma vez, terá o cunho da singularidade de Aldina Duarte.

® Radar dos Sons

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