Mísia :: Novo disco ''Pura Vida'' (banda sonora) editado a 12 de abril

Mísia regressa aos discos com PURA VIDA (banda Sonora) que terá edição no próximo dia 12 de abril. O concerto de apresentação está marcado para dia 25 de junho no São Luiz Teatro Municipal.

No dia 11, véspera do lançamento do álbum, Mísia desvendará alguns dos temas que irão integrar este novo trabalho num mini-concerto a apresentar às 19:00 horas no Museu do Fado. A entrada para esta apresentação é livre mediante reserva pelo seguinte e-mail: comunicacao@museudofado.pt 

Depois de viver dois anos que foram - pelos piores motivos - uma aprendizagem vital de decisiva importância, sou a mesma, mas sou diferente.De facto, tudo mudou.Também e sobretudo o meu trabalho, que sou eu - não há fronteiras.Eis aqui a banda sonora deste período, onde há céu e inferno, dureza e paixão. Fados de amarga saudade, músicas de coração e osso, rosas negras, ausência, lágrimas e renascimento.As músicas de Pura Vida (banda sonora) são pura música, puras notas musicais totalmente livres de regras, porque já não preciso pertencer a nenhum género ou tribo depois do que vivi.Não consigo nem quero banalizar isto.Penso que o Fado não é alegre nem triste, é a Vida, o Destino.Só uma música com esta nobreza permite usar as suas melodias mais simbólicas como um pintor usa as cores primárias para dizer com elas tudo o que a sua alma precisa.Por isso digo que neste álbum há músicas de fados, mas não é um disco de Fado.Pura Vida (banda sonora), está cheio de brechas, de rugosidades, e às vezes um pouco de "seda, veludo e lã".A guitarra portuguesa é o Céu e a guitarra eléctrica o Inferno.O sentimento trágico, é transmitido neste trabalho, através da guitarra eléctrica.Não se trata, pois, de ser "pop ou moderno", pelo contrário.Ouso dizer que há uma beleza cinematográfica nos arranjos de Fabrizio Romano.Não é este um disco para anestesiar o público. É um disco que procura o "outro", o eco na fragilidade e incapacidade que todos nós já alguma vez sentimos.O místico Rumi disse que a ferida é o lugar por onde a luz entra.Neste caso trata-se de pedir que ouçam a diferença. A beleza, a força e a humildade que a passagem por um calvário nos pode trazer. A ânsia de um caminho possível através das palavras de Miguel Torga, Tiago Torres da Silva e Vasco Graça Moura, entre outros.E por fim, a vontade de viver e de cantar sem medo de mostrar as cicatrizes.

Mísia Fev. 2019

Foto:D.R. - Uguru 

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