Max Richter revela novo trabalho, ''Voices''

Mais de uma década após o início da sua criação, o inovador compositor Max Richter anuncia o lançamento de "VOICES" - um grande projeto inspirado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. O primeiro single deste seu novo trabalho, que o compositor descreve como "um lugar para pensar e refletir", foi lançado hoje pela Decca Records. Este é o mais recente álbum do artista inovador por trás da composição de referência "SLEEP", de 2015, que continua a evoluir cinco anos depois com o lançamento de uma nova app. Já disponível para download, a app permite que os ouvintes reimaginem a gravação da Deutsche Grammophon de 8 horas em sessões musicais personalizadas para ajudar na concentração, meditação e sono. No centro de "VOICES" e "SLEEP" está um profundo sentido de comunidade global, um sentido que surge da visão de Richter da música como ativismo e do seu desejo de unir públicos de todo o mundo.

Num momento de uma mudança global dramática, "VOICES" traz uma mensagem musical de esperança. Max Richter convidou pessoas de todo o mundo para fazer parte da peça, aliando leituras da Declaração Universal dos Direitos Humanos a uma orquestra de cabeça para baixo. O compositor recebeu centenas de submissões em mais de 70 línguas. Estas leituras formam a paisagem sonora pela qual a música flui: elas são as VOZES do título.

Adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948, após a Segunda Guerra Mundial, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi elaborada por um grupo de filósofos, artistas e pensadores convocados por Eleanor Roosevelt para tratar das grandes questões da época. A voz de Roosevelt pode ser ouvida no início de "VOICES", já que Richter incorpora a gravação de 1949 do preâmbulo da Declaração na sua peça. Ao lado de Roosevelt e das novas gravações, também se ouve a narração da aclamada atriz americana Kiki Layne ("If Beale Street Could Talk"), cujos tons distintos complementam a paisagem sonora coral, orquestral e eletrónica. 

Max Richter explica: "Gosto da ideia de uma peça musical como um lugar para pensar, e é claro que todos temos algum pensamento a fazer no momento. Vivemos um momento extremamente desafiante e, olhando para o mundo que criamos, é fácil sentirmo-nos sem esperança ou com raiva. Mas, assim como os problemas que enfrentamos são da nossa própria responsabilidade, as suas soluções estão ao nosso alcance, e a Declaração Universal dos Direitos Humanos é algo que nos oferece um caminho a seguir. Embora não seja um documento perfeito, a declaração representa uma visão inspiradora para a possibilidade de um mundo melhor e mais generoso."

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