Maria Bethânia apresenta novo trabalho, ''Claros Breus'', no seu regresso aos palcos nacionais

Depois da estreia marcada para Agosto de CLAROS BREUS, em São Paulo, no Brasil, o mais recente projecto da artista baiana das "Sete Trovas", que faz da canção o seu "estado", "bailado", "sossego", "destino" e "profissão", passa por Portugal, em Setembro, na sua digressão comandada pela "rosa dos ventos" das suas cartas de amor.

Com direcção musical e arranjos do maestro Letieres Leite, cenografia de Bia Lessa, desenho de luz de Binho Schaefer e Bia Lessa, e guarda-roupa de Gilda Midani, os concertos de Maria Bethânia trarão na sua bagagem emocional novas músicas, inéditas no seu canto da Terra, mas com a composição e a inspiração de Chico Buarque, Adriana Calcanhoto, Chico César, Roque Ferreira e Flávia Wenceslau, nomes que pincelam de vento, de mar e de amor uma discografia "gostosa demais".

A lendária cantora e compositora brasileira devolve ainda calor e "estado de poesia" a clássicos de Lenine, Suely Costa e Caetano Veloso, acompanhada pelo contrabaixo de Jorge Hélder, parceiro de longa data, e por um grupo de músicos que tocará com ela pela primeira vez, como são os casos de Carlinhos 7 Cordas (violões de seis e sete cordas), Marcelo Galter (piano e sintetizadores) e Pretinho da Serrinha e Luisinho do JêJe (percussões acústica e eletrónica).

Renascer no lirismo da palavra, declamada e cantada, e ser "cicatriz risonha" é algo a que Maria Bethânia já habituou o público ao longo dos seus mais de 50 anos de carreira, surpreendendo sempre o público a cada novo verso. O seu último álbum, "Meus Quintais", foi editado há cinco anos, mantendo os padrões da arte: primeiro a edição do disco e depois a sua apresentação ao vivo, em concertos. Mas 2019 quis-se de transmutação e "a quinta maior voz da música popular brasileira" (distinção da edição brasileira da revista Rolling Stone) vem mostrar que o "mundo vai ver uma flor brotar do impossível chão", apresentando primeiro ao público temas inéditos e só depois editando-os.

O espectáculo CLAROS BREUS estreia em São Paulo, no próximo mês de Agosto, e, depois das apresentações em Portugal, nos Coliseus do Porto e Lisboa, a 14, 18 e 19 de Setembro, segue em digressão pelas principais capitais brasileiras, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife.

E porque este projecto "vai ficar na saudade", pode adquirir já o seu bilhete nos locais habituais.


No entanto, saiba que haverá uma noite de poesia, baptizada BETHÂNIA E AS PALAVRAS, que revela o vínculo indizível e embrionário de Maria Bethânia ao texto lírico. A 16 de Setembro, a média luz e na intimidade do palco, pode assistir à leitura de poemas e de textos escolhidos pela própria artista, poucos usuais do seu repertório e do cancioneiro popular brasileiro, na primeira pessoa.

Trabalho artístico que ganhou forma e expressão há dez anos, em Minas Gerais, BETHÂNIA E AS PALAVRAS oferece contemporaneidade e eternidade a poemas de Cecília Meireles, Fernando Pessoa, Ramos Rosa, Sophia de Mello Breyner, José Craveirinha, Padre António Vieira, Fausto Fawcet e Caetano Veloso - este último irmão de palco e de sangue. A embalá-los, numa perfeita simbiose? Trechos de conceituadas músicas brasileiras e portuguesas, como ABC do Sertão (Luiz Gonzaga), Romaria (Renato Teixeira), Último Pau de Arara (J. Guimarães/Venâncio/Corumbá), Estranha Forma De Vida (Amália Rodrigues), Marinheiro Só (domínio público/adaptação Caetano Veloso), Dança da Solidão (Paulinho da Viola) e Menino de Jaçanã (Luis Vieira/Arnaldo Passos).

MARIA BETHÂNIA, CLAROS BREUS

Coliseu Porto Ageas | 14 Setembro às 21h30

Coliseu Lisboa | 18 e 19 Setembro às 21h30

M6

BETHÂNIA E AS PALAVRAS

Teatro Tivoli BBVA | 16 Setembro às 21h30

Noite de poesia

M6

UAU | Foto:D.R.

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