Mar Me Quer 2026: Portimão viveu três dias de música, verão e cultura urbana junto ao rio

18-08-2026

Festival regressou à Zona Ribeirinha de Portimão para a quinta edição, entre 12 e 14 de agosto, com um cartaz marcado pela música brasileira, pelo trap, rap, funk e pela nova música urbana portuguesa.

A Zona Ribeirinha de Portimão voltou a ser palco de três dias de música, convívio e experiências com a realização da 5.ª edição do Festival Mar Me Quer, que decorreu entre 12 e 14 de agosto de 2026, junto ao Clube Naval.

Com um cenário privilegiado sobre o rio e a cidade como pano de fundo, o festival voltou a apostar numa fórmula que parece estar cada vez mais consolidada: juntar o ambiente descontraído do verão algarvio a uma programação musical dirigida sobretudo às novas gerações, sem deixar de procurar chegar a um público mais abrangente.

Durante três dias, cerca de 30 mil festivaleiros passaram pelo recinto para assistir a uma programação que percorreu diferentes territórios da música lusófona, do sertanejo ao funk brasileiro, passando pelo trap, rap, música urbana portuguesa e eletrónica.

"A quinta edição do Mar Me Quer Portimão veio confirmar que é um festival de sucesso e um ponto de encontro de muitas famílias e amigos. Este ano, com mais de 30 mil pessoas no público, reforçou que é um festival que está para ficar e que a aposta em mais artistas internacionais foi certa e vencedora. Queremos agradecer a toda a comunicação social, a todos os nossos parceiros e marcas e estamos certos de que as próximas edições do Mar Me Quer terão ainda mais sucesso e serão ainda mais reconhecidas pelo público", afirma André Sardet, Diretor Artístico do festival.

Três noites, várias propostas musicais

A primeira noite, a 12 de agosto, ficou marcada pela presença de Maiara & Maraísa, uma das duplas de maior destaque do sertanejo brasileiro. A programação contou ainda com Chico da Tina, nome incontornável da música urbana portuguesa, e Sertabeijo, reforçando a ligação do festival à música brasileira.

No dia 13 de agosto, o palco recebeu Veigh, um dos nomes de referência da nova geração da música urbana brasileira, acompanhado por MC Kevinho, figura de destaque do funk brasileiro, e Kiko is Hot.

A terceira e última noite, a 14 de agosto, encerrou o festival com Orochi, Lon3r Johny e Cripta, numa noite particularmente direcionada para os universos do trap, rap e da música urbana.

Ao longo dos três dias, Noise Tribe assumiu o formato sunset, criando a banda sonora para o final da tarde e fazendo a ligação entre o ambiente de praia e os concertos da noite.

Um festival pensado para o verão algarvio

Mais do que a música, a localização continua a ser uma das grandes características do Mar Me Quer.

Realizado na Zona Ribeirinha de Portimão, o festival beneficia de uma proximidade privilegiada com o rio e com as praias da cidade. O programa arrancava pelas 18h00, permitindo que muitos festivaleiros passassem o dia na praia e terminassem a tarde no recinto, ao som do sunset.

É precisamente nesta combinação que reside parte da identidade do evento: praia durante o dia, pôr do sol, rio, calor, convívio e música durante a noite.

Num Algarve marcado pelo turismo e pela forte procura durante o mês de agosto, o Mar Me Quer encontrou assim uma fórmula própria, apostando num ambiente jovem, descontraído e irreverente, onde a experiência do festival vai além dos concertos.

A identidade musical

Sertanejo, funk brasileiro, trap, rap, música urbana portuguesa e eletrónica cruzaram-se ao longo das três noites, criando uma programação especialmente apelativa para um público jovem e urbano.

A presença de nomes como Maiara & Maraísa e Sertabeijo trouxe uma forte componente brasileira e sertaneja, enquanto Veigh, MC Kevinho e Orochi reforçaram a ligação ao público brasileiro mais jovem.

Do lado português, Chico da Tina, Lon3r Johny, Kiko is Hot e Cripta representaram diferentes vertentes da nova música urbana nacional.

Esta diversidade, apesar de assentar numa identidade musical muito clara, permitiu ao festival estabelecer uma ponte entre diferentes culturas, gerações e estilos de vida.

Muito mais do que concertos

Para além da programação musical, o Mar Me Quer apresentou também um conjunto de experiências complementares que ajudaram a criar um ambiente de festival ao longo de toda a tarde e noite.

Food trucks, artesanato, espaços de diversão, tatuagens e massagens fizeram parte da oferta disponível no recinto, proporcionando aos visitantes diferentes formas de ocupar o espaço entre os concertos.

A componente ambiental e social continua igualmente a fazer parte da identidade do evento, que procura promover uma maior consciência coletiva em torno da sustentabilidade, inclusão e valorização do património local.

Um festival que procura afirmar-se no Algarve

Ao chegar à quinta edição, o Mar Me Quer demonstra uma ambição clara de continuar a crescer e consolidar-se enquanto marca cultural e musical.

A escolha de Portimão, uma das cidades mais procuradas do Algarve durante o verão, oferece ao festival uma localização capaz de potenciar a presença de público local, turistas nacionais e visitantes estrangeiros.

O evento afirma-se, assim, como um ponto de encontro entre música, verão, cultura urbana, experiências e convívio, aproveitando uma das grandes mais-valias da região: a possibilidade de juntar o ambiente balnear a uma programação musical concentrada num espaço junto ao rio.

O Mar Me Quer 2026 terminou depois de três dias de festa, deixando uma imagem cada vez mais definida daquilo que pretende ser: um festival jovem, acessível, descontraído e profundamente ligado ao verão algarvio, com uma forte aposta na música brasileira e urbana lusófona.

Num mês em que o Algarve recebe visitantes de todo o país e de várias partes do mundo, o festival voltou a transformar a Zona Ribeirinha de Portimão num ponto de encontro onde o rio, o pôr do sol e a música se cruzaram.

E, para uma noite de agosto em Portimão, essa combinação pode ser tão importante como um cartaz de grandes dimensões.

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