Luís Represas celebra 50 anos de carreira com concertos nos Coliseus de Lisboa e Porto

Autor de temas intemporais como "Neva sobre a Marginal", "Feiticeira", "A Hora do Lobo" e "Da Próxima Vez", Luís Represas prepara-se para assinalar cinco décadas de carreira com dois concertos especiais nos Coliseus de Lisboa e do Porto, agendados para abril do próximo ano.
Figura incontornável da música portuguesa, o artista construiu um percurso marcado por sucessos que atravessam gerações. Desde os tempos dos Trovante até à sua carreira a solo, Luís Represas tem sido uma presença constante e influente no panorama musical nacional. A prova disso mesmo são os marcos assinaláveis do seu trajeto, como os dois Coliseus de Lisboa esgotados na apresentação do seu primeiro álbum a solo e, mais tarde, quatro noites consecutivas com lotação esgotada no Centro Cultural de Belém aquando do lançamento do seu segundo disco.
Ao longo dos anos, o músico destacou-se também pelas colaborações com alguns dos mais importantes nomes da música lusófona e internacional, entre os quais José Afonso, Fausto Bordalo Dias, Sérgio Godinho, Bernardo Sassetti, Pablo Milanés, Simone, Jorge Palma, Compay Segundo, Margareth Menezes, Carlinhos Brown, Martinho da Vila e Phil Collins, entre muitos outros.
Para além da música, Luís Represas tem desenvolvido trabalho noutras áreas criativas. Em 2010 lançou o livro infantil "A coragem de Tição", integrado no Plano Nacional de Leitura, e atualmente apresenta também um programa de televisão dedicado à língua portuguesa.
O seu percurso inclui ainda um forte envolvimento cívico, nomeadamente na causa timorense, que o levou a acompanhar o então Presidente da República Jorge Sampaio numa visita oficial a Timor-Leste, país ao qual regressou várias vezes ao longo dos anos.
Reconhecido pela proximidade com o público, Luís Represas continua a ser uma das vozes mais acarinhadas da música portuguesa. Os concertos comemorativos prometem revisitar momentos marcantes da sua carreira numa viagem emocional e musical única.
Numa reflexão poética sobre o seu percurso, o artista descreve-o como uma construção contínua: "São 50 pisos desde a cave até este andar inacabado. Mais outro virá e outro ainda. Sempre sem teto nem telhado. Todos assentes em letra e música. Porque assim não caem. Todos com vista para o céu de agora, para o rio de ontem, para o mar de amanhã."
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