Loulé recebe Bienal Ibérica de Património Cultural :: Rão Kyao 12 Out.

O Cine-Teatro Louletano recebe a 12 de outubro, pelas 21h30, Rão Kyao, um dos mais carismáticos músicos portugueses, no âmbito de um desafio artístico lançado pelo Cine-Teatro Louletano para que se juntasse com músicos espanhóis e marroquinos num concerto inédito no âmbito da Bienal Ibérica de Património Cultural que acontece em Loulé, de 11 a 13 de outubro.

Neste espetáculo, em estreia nacional, o público é convidado a vivenciar tudo aquilo que une Portugal, Espanha e Marrocos, numa triangulação musical mediterrânica feita de múltiplas pontes e influências civilizacionais. Os convidados de Rão Kyao (flautas de bambu e voz) serão Toni Lago Pinto (guitarra clássica e viola braguesa) e Renato Silva Júnior (acordeão e teclados), de Portugal; Miri Abdellah (violino e rebab) e Barmaki Mohamed (percussões tradicionais árabes), de Marrocos; e Miguel Angel Ramos Ortiz (guitarra clássica), de Espanha.

Loulé acolhe este ano, pela primeira vez, a Bienal Ibérica de Património Cultural, um evento de referência a nível europeu que constitui um ponto de encontro e fórum de debate para profissionais e instituições dedicadas ao Património Cultural. A sua área expositiva, a diversidade de atividades científicas e profissionais e a sua programação social resultam num evento único que tem por objetivo a promoção, valorização e visibilidade do setor do Património Cultural através da agregação dos diversos agentes e stakeholders que atuam no mesmo.

Rão Kyao tem participado por várias ocasiões em colaborações e gravações imbuídas deste espírito multicultural, de que são exemplos o CD "Delírios Ibéricos" com um grupo de músicos, os Ketama, ligados ao Flamenco, e com músicos marroquinos no CD "Fado Virado a Nascente", ambos de sua autoria. Soma-se o espetáculo (encomenda) "O meu coração é árabe", apresentado em Silves em 2015 em parceria com os músicos Custódio Castelo, Paulo Ribeiro, Eduardo Ramos e Baltazar Molina, só para citar mais alguns formatos que na sua essência são caros ao músico português.

Tendo-se deslocado recentemente a Marrocos, Rão Kyao convidou dois músicos de Casablanca que lhe parecem, pela sua grande qualidade e apetência para este tipo de colaboração, ser indicativos de uma prestação que se baseia, por um lado, em temas bem estruturados do português e de músicas associadas à tradição dos três países e que ao mesmo tempo apela para o sentido espontâneo e criativo de todos os músicos envolvidos através de vários momentos de improvisação individual e coletiva.

C.M.Loulé | Foto:D.R.

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