Lena d’Água enche o TEMPO em noite memorável de celebração e música

14-10-2025

Portimão, 11 de outubro de 2025 - Lena d'Água regressou ao Algarve para um concerto de casa cheia no Grande Auditório do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão. Num espetáculo carregado de emoção, a artista voltou a conquistar o público com a força e a ternura da sua voz, poucos dias depois de receber, no Coliseu dos Recreios, o Globo de Ouro de Melhor Intérprete na categoria de Música.

A distinção veio reforçar a vitalidade de uma intérprete que continua a ocupar um lugar de destaque na cultura nacional. Após o sucesso de Desalmadamente (2019), apontado pela crítica como um regresso em grande forma, Lena d'Água voltou a surpreender em 2024 com Tropical Glaciar, um disco escrito por Pedro da Silva Martins e amplamente considerado um dos melhores álbuns do ano.

Com mais de quatro décadas de carreira, Lena d'Água mantém-se como uma das vozes mais marcantes da música portuguesa, atravessando gerações com canções que resistem ao tempo e uma capacidade ímpar de se reinventar sem perder a ligação ao público. É, de resto, impossível contar a história da música portuguesa sem escrever o seu nome em letras garrafais, a artista que ajudou a compor a banda sonora das nossas vidas.

Assim como os americanos têm Billie Holiday e os brasileiros Elis Regina, Portugal tem Lena d'Água: uma intérprete com "mel" na voz e "veneno" na vida, que continua a exibir um timbre inconfundível, uma dicção perfeita e uma intuição musical rara. Poucos duvidam de que estamos perante a maior diva da pop portuguesa.

Nascida a 16 de junho de 1956, Lena d'Água é um dos nomes incontornáveis da música nacional. Estreou-se em palco em 1976 com os Beatnicks, banda liderada por Ramiro Martins, e integrou depois os Salada de Fruta, antes de iniciar uma notável carreira a solo.

Após alguns anos sem editar originais, regressou em força com Desalmadamente e, mais recentemente, com Tropical Glaciar (2024), ambos com letras e músicas de Pedro da Silva Martins, reforçando uma parceria artística de sucesso.

Nesta digressão, Lena d'Água faz-se acompanhar por Pedro da Silva Martins (guitarra e voz), Luís J. Martins (guitarra e vozes), Nuno Prata (baixo), Catarina Falcão (voz e guitarra), Vicente Santos (teclados e vozes) e Sérgio Nascimento (bateria, percussão e vozes).

Em Portimão, o público pôde ouvir alguns dos seus maiores clássicos, como "Sempre que o Amor me Quiser", "Demagogia", "Dou-te um Doce", "Carrossel da Vida na Cidade", "Robot" e "Vígaro Cá, Vígaro Lá". Mas também houve espaço para temas mais recentes, entre eles "Hipocampo", "Desalmadamente", "Semente", "Carne Vegan", "Grande Festa", "Metaversão" e "Pop Toma".

Num ambiente vibrante e de grande comunhão, o público acompanhou cada canção, transformando o auditório num coro de vozes e palmas que ecoaram cheias de energia. O momento alto da noite foi reservado para o encore, com uma comovente versão acapela de "Estou Além", de António Variações, que deixou a sala cheia de emoção.

Lena d'Água provou, uma vez mais, que a sua voz inigualável e o seu carisma continuam a encher salas e corações, reafirmando o estatuto de verdadeira diva da música portuguesa.

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