Festival MED 2026: Loulé voltou a ser a capital da música do mundo
Durante quatro dias, entre 25 e 28 de junho, a Zona Histórica de Loulé voltou a transformar-se num autêntico palco multicultural com a realização da 22.ª edição do Festival MED. Considerado um dos mais importantes festivais de World Music da Europa, o evento reuniu milhares de visitantes nacionais e estrangeiros numa celebração onde a música, a cultura e a diversidade caminharam lado a lado.
O MED voltou a afirmar-se como muito mais do que um festival de música. As ruas, largos e recantos históricos da cidade ganharam uma nova vida através de dezenas de concertos, exposições, cinema, literatura, dança, artesanato, gastronomia, animação de rua e inúmeras manifestações artísticas que fizeram de Loulé um verdadeiro ponto de encontro entre culturas.
A programação musical destacou-se pela sua enorme diversidade, reunindo mais de 50 concertos distribuídos pelos cinco palcos principais, Matriz, Cerca, Chafariz, Castelo e Hammam, com centenas de artistas provenientes de mais de 30 países.
Entre os grandes nomes desta edição estiveram Orchestra Baobab, Vitorino, Groundation, Arnaldo Antunes, Expresso Transatlântico, Bonga, Lura, Bianca Gismonti & Manuel de Oliveira, Daniel Kemish, Asian Dub Foundation e Tulipa Ruiz, entre muitos outros artistas que trouxeram a Loulé sonoridades oriundas de África, Europa, América Latina, Ásia e Médio Oriente.
Representando mais de 30 países, o Festival MED voltou a afirmar a sua vocação multicultural. Para além da música, os visitantes puderam descobrir diferentes culturas através da gastronomia, do artesanato e de várias iniciativas distribuídas pela Zona Histórica de Loulé, numa experiência que celebrou a diversidade e a aproximação entre povos.
Novidades que reforçaram a experiência
A edição de 2026 trouxe várias novidades que enriqueceram a experiência do público. Entre elas destacou-se a ampliação do recinto, permitindo uma circulação mais fluida e novos espaços de convívio.
Foi igualmente inaugurado o MED Lounge, pensado para proporcionar momentos de descanso entre concertos, enquanto o Mercado Municipal de Loulé passou a integrar oficialmente o recinto do festival, recebendo programação contínua durante todo o evento.
A organização implementou ainda um novo sistema de bilhética, reforçou significativamente a oferta gastronómica e de street food, criou novos espaços dedicados aos artistas de rua e lançou o conceito CIDADE MED, que levou decoração temática e diversas iniciativas culturais para vários pontos da cidade muito antes do início do festival, contribuindo para dinamizar o comércio local e envolver toda a comunidade.
Outra das estreias foi o Ciclo de Conferências MED, que reuniu personalidades ligadas às artes, à cultura e à sociedade para momentos de reflexão e partilha de conhecimento.
Muito mais do que música
Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Festival MED consolidou-se como um dos maiores exemplos europeus de como a cultura pode transformar um território. O festival promove o diálogo entre povos, valoriza tradições, incentiva novas formas de expressão artística e cria uma experiência única onde convivem diferentes gerações e nacionalidades.
Mais do que assistir a concertos, quem visita o MED vive uma experiência sensorial completa, marcada pelas cores das ruas decoradas, pelos aromas das cozinhas do mundo, pelos ritmos que ecoam em cada esquina e pela hospitalidade que caracteriza Loulé.
O acesso gratuito no último dia, 28 de junho, voltou igualmente a aproximar o festival da comunidade local, permitindo que ainda mais pessoas desfrutassem deste ambiente multicultural.
Um festival que continua a crescer
Ano após ano, o Festival MED reforça o seu estatuto como uma referência internacional da World Music, atraindo não apenas público, mas também programadores, produtores, agentes e profissionais da indústria musical de diversos países.
Num mundo cada vez mais global, o MED continua a demonstrar que a música é uma linguagem universal capaz de unir culturas, aproximar pessoas e celebrar a diversidade.
Loulé voltou, uma vez mais, a ser a capital portuguesa da música do mundo.


