Festival Emersivo encerra 1.º ciclo em Faro com três dias de cultura emergente

18-12-2025
Mirage People
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O Emersivo — Festival Itinerante de Cultura Emergente encerrou, no passado dia 8 de dezembro, o seu primeiro ciclo de programação, depois de três dias intensos no IPDJ, em Faro. Música, performance, poesia e reflexão marcaram a última paragem de um festival que percorreu o país de norte a sul, afirmando-se como um espaço de criação, encontro e diálogo em torno da arte emergente.

Entre os dias 6 e 8 de dezembro, o IPDJ Faro acolheu um programa diverso que reuniu artistas de múltiplas geografias e influências, promovendo uma partilha simbiótica de linguagens e visões contemporâneas. Esta terceira paragem contou com atuações de Daphné Chenel, André Louro, Tomás., Kilavra, Hugo Costa, Jacaréu, FeMa, Sara Martins, Luís Ene, Marta Lima, Ana Tereza, Bárbara Pina, David Garcez, Tiago Marcos, Recante, JUG e Mirage People.

Organizado pela associação A Tal Emersa, com produção da Epopeia Group, o Emersivo consolidou a sua identidade itinerante ao chegar à capital algarvia, depois das edições realizadas em Louro (Vila Nova de Famalicão) e Vila Ruiva (Cuba). Ao longo do ciclo, o festival reforçou a aposta na descentralização cultural e na valorização de contextos fora dos grandes centros urbanos.

Para além da programação artística, o festival integrou um conjunto de tertúlias que promoveram o pensamento crítico e o debate em torno da produção e disseminação cultural. No primeiro dia, a conversa subordinada ao tema "Entidades públicas como agentes de disseminação cultural", moderada por Luís Caracinha, contou com a participação de Elsa Cavaco (CCDR Algarve), Marco Lopes (Museu Municipal de Faro), Dália Paulo (CM Loulé), Custódio Moreno (CM Olhão) e Bruno Inácio (CM Faro).

No segundo dia, Susana Monteiro conduziu a tertúlia "O papel da comunicação social na educação de público", com os contributos de Júlio Ferreira e Ricardo Coelho (Alvor FM) e de Pedro Duarte (jornalista e radialista).

O encerramento, a 8 de dezembro, ficou marcado pela conversa "Emoção vs Razão na produção cultural", moderada por Bruno Oliveira, que reuniu Luís Vicente (ACTA e Teatro Lethes), Célia Trindade (Atelier do Movimento), Fúlvia Almeida (ArQuente), Fernando Júdice (República 14), Pedro Bartilotti (Ginásio Clube de Faro) e Pedro Brandão (Algarve ao Vivo).

Com o fecho deste primeiro ciclo em Faro, o Emersivo afirma-se não apenas como um palco para a criação emergente, mas também como uma plataforma de experimentação e encontro entre artistas, agentes culturais e público. "O festival nasceu de uma premissa que soava a utopia: levar artistas emergentes de norte a sul do país, cruzando visões e influências numa celebração do novo, longe dos grandes centros culturais e fora dos caminhos convencionais de financiamento", sublinha a organização.

Nas redes sociais, o festival deixou uma mensagem de agradecimento às entidades parceiras, aos cerca de 30 artistas envolvidos neste ciclo e, em especial, ao público. "Deixamos uma salva de palmas a todas e todos que saíram de casa para ir à procura do desconhecido, um público que sempre soube acolher e que se deixou emocionar durante cada espetáculo."

O Festival Emersivo regressa em 2026 e já tem uma paragem confirmada: nos dias 22 e 23 de maio, o festival volta a Louro, em Vila Nova de Famalicão, prometendo novas propostas artísticas, mais talento emergente e várias novidades.

Fotos: Emersivo | Direitos Reservados

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