Ludmilla está de regresso com "Bi Festinha", o primeiro single do seu novo projeto, Fervo da Lud, em colaboração com Puterrier e HITMAKER, que também assina a produção musical.
Entrevista com Mizzy Miles

Mesmo tendo começado como DJ, foi enquanto produtor musical que Mizzy Miles elevou o seu nome de norte a sul do país, estando envolvido, ainda no ano de 2019, na produção de vários temas de Tay, no seu primeiro grande ano de expansão no mercado musical.
Já em 2020, Mizzy, começa a apresentar-se em plano de destaque, expondo os primeiros temas em nome próprio e rodeando-se das principais figuras do movimento urbano em Portugal.
Expande, com um alcance nunca antes conseguido, a sua sonoridade em colaborações com 9 Miller, Benji Price, Carla Prata, Minguito, Lhast, Lon3r Johny e Prodigio. Ainda em 2021, produziu "Andalé" e "Contrabando", respetivamente. Explodiu mediaticamente, em 2023, com os enormes sucessos "Europa" e "I'm Sorry" que o uniram a Deejay Telio, Teto, Gson, Ivandro e Piruka.
Mizzy Miles esteve no passado dia 7 de setembro em Faro para atuar no Festival F, à tarde depois do sound check concedeu uma entrevista ao Som Direto.
Mizzy, quando é que o
hip hop entrou na tua vida? Antes do hip hop já ouvias outras coisas?
Ora bem, então assim, muito resumidamente, eu comecei a ouvir hip hop em 2006, no ano em que fiz 10 anos de idade. Até à data não me recordo muito das coisas que me chegavam aos ouvidos, era muito aquilo que o meu pai ouvia, muito samba e pagode, etc, música brasileira. Entretanto, com mais ou menos 10 anos descobri o hip hop e nunca mais olhei para mais nada. Claro que a minha knowledge e a cultura musical é grande, eu gosto de boa música e procuro sempre me enriquecer de todas as formas possíveis, de todos os géneros. Já bebi de muitos géneros, mas aquele género que eu me abracei e vi como não só um estilo musical, mas eu reconheço e olho para o hip hop como uma forma de ser, de estar, de pensar, de agir, de tudo.
Podemos dizer que a tua atividade principal na música é como produtor?
Eu diria que produtor e DJ, os dois se complementam, no meu caso eu sou os dois ao mesmo tempo. Os dois são a minha atividade principal porque eu produzo, eu estou sempre em estúdio e procuro sempre produzir nova música para depois também puder tocá-la ao vivo.
Preferes o palco?
É onde eu me divirto mais. Não que fazer música não seja divertido, porque é, é a coisa que eu mais amo fazer, mas a adrenalina de estar num palco é das coisas que eu mais amo fazer na vida.
Em julho estiveste no Rolling Loud, na Praia da Rocha. Como correu a tua participação neste grande festival internacional?
Correu bem. Gostei muito, foi uma experiência incrível. Principalmente por fazer parte do cartaz, do line-up e ter partilhado o mesmo palco com artistas americanos que são meus ídolos. Fiquei no palco principal. Foi uma experiência inesquecível. Só tenho a apontar a hora da slot que foi relativamente muito cedo e então por sua vez também não tivemos ali aquilo mesmo cheio para curtirmos um show com aquela energia lá em cima. No entanto, soube bastante bem, senti que tinha os meus fãs e o meu pessoal mesmo comigo. Independente de ser naquela hora da tarde com um sol abrasador na praia, tive o pessoal comigo e foi incrível.
Agora, de regresso ao Algarve para o Festival FM Faro, pronto para arrasar?
Let's go, estou prontíssimo. Estou ready para dar mais um show incrível aqui para o pessoal do Algarve, com o qual eu tenho um grande carinho.
Mizzy, em poucos anos, sete temas de platina, sete de ouro, inúmeras participações com outros artistas e agora o que é que mais podemos esperar de ti?
Vou continuar a trabalhar muito, este ano ainda vai sair uma nova música e no ano que vem, sem dúvida que vou editar o meu álbum. Assim, num espaço curto de tempo é isso vai acontecer, mas claro que há muito mais coisas para fazer e realizar.
Entrevista: Ricardo Coelho | Foto: Direitos Reservados
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