Entrevista com Margarida Vasconcelos

23-10-2026

Entre a energia dançante de "Estás Com Quem?" e a dimensão pessoal do álbum Metamorfose, Margarida Vasconcelos prepara-se para mostrar diferentes fases da sua história. Artista independente, compositora e intérprete, quer explorar novas sonoridades, contar histórias com as quais o público se identifique e, acima de tudo, inspirar quem a ouve a dar o primeiro passo em direção aos seus sonhos.

"Estás Com Quem?" nasceu com vontade de dançar. Como surgiu esta canção?

Antes de mais, muito obrigada pelo convite. "Estás Com Quem?" nasceu da vontade de trazer uma música mais dançante ao álbum e de acompanhar os últimos dias de verão e aqueles últimos pôr do sol. A canção conta a história de um amor de verão, daqueles que todos já vivemos e que nos fazem recordar uma fase especial da nossa vida. Queria trazer algo mais fresco e estou muito feliz com o resultado.

O título desperta curiosidade. É uma pergunta feita por ciúmes, saudade ou por uma história que ficou por resolver?

Acho que é uma mistura de tudo: curiosidade, saudade e aquela história que ficou por contar. É sobre um amor de verão que deixa saudades e a curiosidade de perceber o que teria acontecido se a relação tivesse avançado.

Sentiram desde o início que a música tinha algo de especial. O que vos deu essa sensação?

Talvez tenha sido o refrão, que ficou logo na cabeça quando começámos a produzir a música. Eu já tinha escrito a canção e a melodia. Depois, quando juntámos os instrumentos à minha voz e o refrão entrou, aconteceu algo muito especial: toda a gente ficou com a música na cabeça. Sentimos que tinha qualquer coisa diferente. Agora, o público está a recebê-la muito bem e isso deixa-me muito feliz.

Também ficas com as tuas próprias canções na cabeça durante dias?

Claro que sim, e isso é um bom sinal! É precisamente esse efeito que queremos que a música tenha nas pessoas: que fique a tocar na cabeça e que, sem darem por isso, comecem a cantar. É esse o objetivo de algumas das minhas canções, e "Estás Com Quem?" é uma delas.

Se escolhesses a banda sonora do teu verão de 2026, que música ficaria em primeiro lugar?

Provavelmente "Saudade Bateu", a canção que lancei antes de "Estás Com Quem?", mesmo no pico do verão. Gravei o videoclipe com muitos amigos e fizemos uma festa enorme. Foi incrível e acompanhou-nos durante todo o verão, também enquanto gravávamos conteúdos. "Estás Com Quem?" seria uma ótima escolha para fechar a estação.

Como é a Margarida quando não está em estúdio ou em palco?

Sou uma pessoa perfeitamente normal. Passo muito tempo a escrever, a compor e a planear tudo o que uma carreira exige. Como sou artista independente, há muito mais para fazer do que escrever, cantar e gravar: também há questões práticas e burocracia para resolver. Ainda estou a aprender a lidar com o mundo da música e com aquilo a que chamamos fama, mas estou muito entusiasmada com o futuro.

A música exige muito a nível profissional e emocional. Como recarregas baterias?

Estar com a minha família e com as pessoas de quem gosto. Nunca consigo desligar-me totalmente do trabalho, porque a música está sempre comigo. Recarrego baterias junto da minha família, do meu namorado e dos meus amigos, que me apoiam imenso. Mas desligar completamente da música… não consigo.

Quando escreves sobre amor, partes das tuas experiências ou também inventas histórias?

É uma mistura das duas coisas. Costumo dizer que um compositor também tem de ser um contador de histórias. As minhas vivências ajudam-me a escrever, mas gosto de imaginar situações e de explorar sentimentos que outras pessoas possam reconhecer. Ainda não sou mãe, por exemplo, mas gostava muito de o ser um dia. Consigo imaginar a força desse amor e gostaria de o transmitir numa canção, para que os pais se pudessem identificar. Algumas emoções já passaram por mim; outras espero vir a conhecer, se Deus quiser.

O que te deixa mais nervosa: lançar uma canção ou subir ao palco perante pessoas que ainda não te conhecem?

Lançar uma música nova. Cada lançamento traz uma emoção diferente e tenho sempre muitas expectativas, porque preparo tudo com muito amor e carinho. O dia em que a canção sai é sempre um dia de nervosismo. Em palco também fico nervosa, claro, mas, assim que subo, passa. Já é algo mais natural.

O teu primeiro álbum de estúdio chama-se Metamorfose. Porquê este título?

O título descreve aquilo que foram estes três anos de composição e de trabalho no álbum. O disco está dividido em quatro fases da metamorfose: a origem, o despertar, a rutura e, por fim, o momento de abrir as asas e voar. Para além de musical, é um álbum conceptual. Cada pessoa está numa fase diferente da vida e espero que encontre nas canções algo com que se identifique. A minha própria carreira também tem sido uma metamorfose: comecei dentro do casulo e fui passando por várias etapas até estar pronta para abrir as asas.

O público vai encontrar um álbum inteiramente pop ou também haverá espaço para outras sonoridades?

A base é o pop, mas o álbum explora várias sonoridades. Quero experimentar coisas diferentes e há temas que se aproximam do pop latino, além de algumas influências de R&B. O disco conta a minha história e estou muito orgulhosa do resultado. Espero que, independentemente dos estilos de que cada pessoa gosta, haja pelo menos uma música de que goste.

Há alguma canção de Metamorfose que tenha um significado especialmente forte para ti?

Todas são muito especiais, sobretudo algumas das que já lancei e com as quais sei que o público criou uma ligação. Há também uma canção nova, que será lançada com o álbum e que tem um significado muito particular para mim. Ainda não posso revelar o nome, mas espero que toque o coração das pessoas como imaginei.

O que gostarias que o público descobrisse sobre ti ao ouvir o álbum?

Gostava que percebesse de onde venho e o que quero fazer. O álbum também fala um pouco da minha carreira e do caminho que tive de percorrer para chegar até aqui. Quero que as pessoas conheçam a Margarida que era uma miúda normal, cheia de sonhos, e que decidiu dar o primeiro passo. Espero que se sintam inspiradas, seja qual for o sonho que tenham. O importante é começar a sair do casulo, iniciar a própria metamorfose e voar para se tornar naquilo que sempre quiseram ser. Todos temos um sonho e um propósito na vida. Acima de tudo, quero transmitir esta mensagem: todos nós merecemos voar.

Com que artista gostarias de fazer uma parceria?

Não recusaria uma parceria com ninguém. Gosto muito de explorar possibilidades, sobretudo na música portuguesa. Adoro a Bárbara Bandeira, a Carolina Deslandes e o Fernando Daniel, por exemplo. A nível internacional, escolheria Justin Bieber, um artista que me marcou durante a adolescência. Não podia deixar de ser fiel a essa memória.

Que sonho profissional gostarias de concretizar nos próximos anos?

Tenho muitos sonhos e ainda agora comecei. Gostava de encher os Coliseus, alcançar bons números nas plataformas digitais e atuar nas grandes salas de Portugal. Quero tornar-me um nome reconhecido no pop português. O que não falta é vontade de trabalhar e fé. O resto, o tempo dirá.


Com Metamorfose, Margarida Vasconcelos prepara-se para abrir uma nova etapa da sua carreira, revelando uma artista em constante crescimento, com vontade de explorar sonoridades e partilhar emoções. Entre amores de verão, histórias pessoais e sonhos por concretizar, a cantora deixa uma mensagem de esperança e coragem: nunca desistir daquilo que nos faz sonhar. Porque, como acredita Margarida, todos nós merecemos sair do casulo, abrir as asas e voar.

Foto: Direitos Reservados

Os Guns N' Roses poderão estar a preparar novas músicas. Slash revelou, durante uma participação no programa «Trunk Nation with Eddie Trunk», da SiriusXM, que a banda pretende trocar a estrada pelo estúdio para trabalhar em material inédito.

Plutonio prepara-se para lançar o seu quinto álbum de originais, «VENDETTA: Veni, Vidi, Vici», com edição marcada para 5 de novembro. O novo trabalho é antecedido pelo single «Isaltino», que alcançou o primeiro lugar do top nacional de vendas, conquistou o galardão de Ouro e ultrapassou os três milhões de reproduções no Spotify.

Bukaginho apresenta «Bora Lutar Pelo Clima (E traz a Greta!)», o seu mais recente single e videoclip, numa abordagem irreverente e humorística à forma como as questões ambientais e o ativismo climático são retratados nos meios de comunicação social.

Share