Entrevista com Mallina

08-12-2023

Conhecida entre a família como Moça Malina, mulher de força, feitio e raça fortes, MALLINA cresceu entre o litoral do Alentejo e o Algarve. A música não foi algo imediato e só depois de terminar a universidade decidiu explorar aquilo que, até há pouco tempo, era "apenas" um hobbie e estudar produção musical.

Para MALLINA a música é o seu porto seguro e aquilo que mais a conforta, com uma aposta forte em compor e produzir canções assumidamente pop, influenciadas por vários ritmos e artistas, entre eles Ana Moura, Bárbara Bandeira, Doce, D'Alva, Madonna, Bad Bunny, Charli XCX ou Tove Lo.

Além da música, a cultura pop, a moda e o cinema são também algumas das suas grandes referências artísticas. Com uma identidade visual própria, MALLINA propõe-se a ser uma cantora e performer que apresenta uma roupagem inovadora e disruptiva, através de canções e videoclipes singulares e cativantes.

Dia 13 de dezembro pelas 22 horas, todos os caminhos vão dar ao Cais do Sodré, onde MALLINA apresenta o seu primeiro EP ao vivo, com banda, no Musicbox.

"ESPELHO" é uma viagem de autodescoberta em que cada nota é um passo de reflexão. Fala de tempo, das estrelas nunca estarem alinhadas, sobre deixar a casa, sobre amor. Com este EP, a artista convida-nos a mergulhar nas profundezas das emoções que muitas vezes mantemos escondidas. "Quero que os meus ouvintes dancem com os seus sentimentos mais profundos e, mais importante, reflitam sobre a sua própria viagem. Convido todos a cantar, chorar e dançar comigo." afirma MALLINA.

Este EP de originais intitulado 'ESPELHO' conta com os singles 'ASTROLOGIA', 'FUSO' e 'ESPELHO'. Não só a faixa "ESPELHO" que dá o nome ao EP aborda a vulnerabilidade e este lado mais cru e sincero da artista, todo o EP é envolto nesta temática e nesta verdade. "ESPELHO" é um cocktail único de melodias sonhadoras e letras melancólicas.

Neste concerto de apresentação, MALLINA apresenta a sua realidade distorcida musicalmente. A sua paisagem musical ganha vida com Alex Brian na guitarra, Cristiano Ferreira no baixo e Pedro Serralheiro na bateria. A artista promete um concerto cheio de elementos da Cultura Pop, desde a sua música, estética do palco e designs da sua roupa. "Quero sobretudo que quem lá esteja, se sinta à vontade para ser vulnerável enquanto dança muito! Quero que percebam esta minha realidade menos nítida e as possibilidades de (nela) criar todos estes novos reflexos." afirma a cantora.

Os bilhetes para o concerto de apresentação de MALLINA já se encontram à venda na bilheteira do Musicbox.


Malina, para começar, há novidades. Estás em destaque no Spotify, não é assim?

Sim, sim, é uma notícia muito boa, nem queria acreditar. Já ter entrado na semana em que a música saiu a "Espelho" na pop.pt e na New Music Portugal foi muito bom. E agora com esta na "Equals", ainda foi melhor, não é? Porque é uma playlist só de mulheres com muita força e é muito importante.

Malina, finalmente está aí o teu EP. O que é que podemos encontrar nele?

Eu posso dizer que são cinco músicas muito variadas, muito diferentes, umas das outras, mas todas elas fazem sentido porque é a procura de um reflexo novo, meu, enquanto Malina, porque eu parto do conceito de que eu sempre tive uma imagem muito turva de mim mesma e isso nem sempre tem que ser mau. Eu posso construir o meu próprio reflexo e há todo um monte de possibilidades e este EP é um reflexo disso.

Quem é que trabalhou contigo neste EP?

Sobretudo Miguel Ferrador, que foi meu professor e mestre, também um amigo que se chama Pedro Ferreira. Basicamente, ele começa, faz nove compassos de um beat, com três ou quatro instrumentos e a partir daí eu faço o arranjo e faço a produção em algumas das músicas e, nas outras eu começo sempre tudo e o Miguel Ferrador acaba. Basicamente foi assim e depois com as letras acabo por me juntar com alguns amigos meus quando tenho algum bloco criativo também para mexer aqui um bocadinho as peças do puzzle e pensar de forma diferente.

Neste EP podemos encontrar coisas que já conhecíamos, não é? Mas também algumas coisas novas, não é assim?

Sim, então, neste EP já temos a "Fuso" e a "Astrologia", que já tinham saído ambas como single. E depois, de novidade, temos a "Espelho", que foi o single de lançamento e é a música que também dá o nome ao EP. Temos a "Piada" e temos a "Onda", que é sobre o nosso Algarve.

Como é que está a tua relação com o Algarve? Continuas a andar para cima e para baixo, é isso?

Atualmente vivo em Lisboa, já vivo aqui há alguns anos. Mas ando sempre para cima e para baixo porque tenho saudades do Algarve e também tenho lá a minha família, de duas em duas semanas, ou pelo menos uma vez por mês, vou ao Algarve só para matar aquela saudade. Mas, portanto, eu acho que quando nós somos de um sítio e as pessoas nos conhecem de um lado, nós precisamos daquele calor das pessoas da nossa terra e dos costumes da nossa terra.

Sentes mais falta do Algarve no verão?

Ah, sim, sem dúvida. No inverno acabo por passar mais tempo aqui em Lisboa, porque também tem mais eventos musicais e de arte em si, eu gosto muito de arte, para além da música acabo por passar aqui muito tempo, mais por isso e pelas oportunidades que há aqui de conhecer pessoas na área.

Por falar em oportunidades, já tiveste a possibilidade de apresentar alguns dos teus singles ao vivo, não foi assim?

Sim, fui à SIC há uns dias, apresentei o meu single que dá o nome ao EP "Espelho". Também fui convidada para ir fazer a abertura de um show de Drag ali no mercado Time Out. E também foi muito engraçado, foi uma experiência... pronto, foi a minha primeira apresentação ao vivo. E foi assim uma loucura, é um público que recebe muito bem a cultura pop e eu não podia deixar de agradecer a essas pessoas que lá estavam porque fizeram mesmo a minha noite.

Perguntam-te muitas vezes por que é que te chamas Malina?

Muitas, muitas vezes mesmo… a forma mais fácil de explicar ultimamente é só mesmo ter um ódio da minha mãe a dizer que moça da Malina é uma miúda que só quer fazer aquilo que ela quer, que tem, como se diz, pêlo na venta e só quer fazer mesmo aquilo que lhe dá na gana e leva tudo à frente. E é isso que eu uso para me descrever a mim mesma, então é fácil.

Acabaste de lançar este EP, mas entretanto, já tens novas ideias para próximos trabalhos a serem apresentados?

Sim, eu nunca paro de pensar em formar novas ideias, de inovar e criar novas coisas. Atualmente estou a pensar e acho que em breve posso revelar que vou ter um concerto de apresentação e estou a tentar arranjar mais, apresentar mesmo também mais pelo Algarve e aqui por Lisboa este EP e depois mais para a frente tenho em mente lançar alguns singles e até mesmo começar a produzir um álbum.

Tens feito pequenas apresentações, não é? Há muita vontade de passar este EP e mais música para um formato de concerto?

Sim, sim, sem dúvida. Agora estou a trabalhar em arranjos ao vivo com amigos e estamos mesmo com vontade disso.

Sobre as músicas que vais preparando e as ideias que vais tendo, a tua linha continua a ser esta? É esta linha queres seguir ou pensas em fazer outras coisas diferentes em termos musicais?

Eu quero sempre explorar coisas novas, não quero meter um limite, por exemplo, só faço pop ou só faço música mais portuguesa ou só faço música mais latina, não quero meter esse entrave na minha arte, acho que deve ser explorada sempre ao máximo e sem dúvida adorava, construir uma carreira com eras diferentes, com sonoridades diferentes e estéticas diferentes.

Este EP é uma preparação para aquilo que vem em 2024?

Sim, eu chamo-lhe a minha era zero. Estou um bocadinho a explorar muita coisa ao mesmo tempo, para depois no futuro me focar em estéticas específicas e em sonoridades muito específicas.

Com quem gostavas de trabalhar a nível nacional?

A nível nacional? Ah, há tantos nomes, mas assim uma Ana Moura, pronto que é assim um tiro muito alto, mas é um dos meus ídolos em Portugal. Mas depois no panorama, aqui em Lisboa, como se vai a muitos concertos, acabo por conhecer mais malta que também está a começar como eu e que também tem projetos muito interessantes. Uma Inês Apenas, que também esteve no Festival da Canção, uma Inês Monstro, uma Jura... Tudo mulheres com quem eu partilho a minha jornada musical. E vivemos a mesma era musical, vivemos no mesmo tempo musical, e com quem eu adorava trabalhar.

São nomes com quem podíamos ver a Malina fazer um dueto brevemente?

Eu, para já não tenho nomes, não falei mesmo com ninguém. Não tenho duetos combinados nem nada disso, mas estou a tentar ao máximo trabalhar com pessoas novas sim.

Mas gostavas de fazer duetos?

Adorava, eu adoro colaborar seja em termos de produção que é o que eu já faço, mas em termos artísticos e enquanto cantora também amava colaborar com muita gente.

Malina até ao fim do ano vamos ficar com este EP, não é assim?

Sim.

E depois para o ano vamos ter novidades?

Para o ano, sim. O meu foco principalmente é mesmo promover este EP e tirar o máximo dele em termos de contatos, encontrar pessoas com a mesma ideologia musical. É ao máximo, tentar unir o máximo de esforços com este EP para poder depois construir um novo começo.

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Foto: Tatiana Saavedra