Entrevista com Laura Miranda

Entre a frescura de quem dá os primeiros passos e a ambição de quem sabe ao que vem, Laura Miranda começa a afirmar-se no panorama do pop português. Natural de Amarante, a jovem cantora tem vindo a conquistar público através de temas marcados por emoções genuínas e uma forte presença nas redes sociais, onde mantém uma ligação próxima com os fãs. Com o álbum de estreia Hora da Despedida e novos projetos já a caminho, Laura revela-se uma artista em crescimento, determinada a transformar vivências pessoais em canções que ecoam junto de quem a ouve.
Para quem ainda não conhece o teu trabalho, como descreverias o teu percurso até aqui?
Olá a todos, sou de Amarante e estou agora a começar no mundo da música. Descreveria o meu percurso como muito trabalhoso, ambicioso e, sobretudo, feito com muito amor.
De que forma as tuas origens influenciam a tua música?
Comecei a cantar desde muito pequenina, num ambiente em que a minha família já estava ligada à música, e isso teve uma grande influência. Além disso, Amarante é uma terra com muitos artistas, onde a música está muito presente, o que também me marcou bastante.
Lançaste este ano o teu primeiro álbum, Hora da Despedida. Qual é a mensagem principal deste projeto?
Este álbum fala muito sobre o amor, sobretudo o amor na juventude. As músicas são baseadas em experiências pessoais, em histórias que vivi, e refletem muito essas emoções.
O título sugere uma forte carga emocional. Há uma história pessoal por detrás?
Sim. Hora da Despedida fala sobre a necessidade de seguir em frente, de deixar para trás aquilo que já não nos faz bem. É uma música sobre despedida, mas também sobre crescimento.
As tuas músicas abordam muito o amor e as emoções do dia a dia. Onde encontras inspiração?
Como referi, inspiro-me muito nas minhas próprias vivências. As minhas músicas são reflexo direto daquilo que sinto e experiencio.
O que representa para ti o teu mais recente single, Montanhas?
Curiosamente, é uma das músicas menos autobiográficas. Fala mais sobre aquilo que eu quero viver: um amor tranquilo, sereno, cheio de paz. É essa ideia de amor calmo que todos procuramos.
Tens uma forte presença nas redes sociais. Que importância têm plataformas como o Instagram e o TikTok na tua carreira?
São fundamentais. Para além de cantora, sou também streamer, e o TikTok tem sido essencial para mim. Foi lá que comecei a desenvolver mais o meu trabalho nas redes. Hoje em dia, é impossível divulgar música sem uma presença digital forte.
Como é essa ligação direta com os teus fãs através das lives?
Comecei a fazer lives há cerca de um ano e sinto que isso me aproxima muito do público. Como não tenho concertos ao longo de todo o ano, a maioria acontece no verão, as lives ajudam-me a manter essa ligação, sobretudo no inverno. Gosto muito de interagir, cantar e estar próxima das pessoas.
Já participaste em programas de televisão como O Preço Certo e Aqui Portugal. Que impacto tiveram essas experiências?
O Preço Certo foi a minha primeira experiência televisiva e gostei muito. Também participei no Aqui Portugal e noutros programas, como na RTP Madeira. A televisão e a rádio continuam a ser importantes para divulgar o nosso trabalho, complementando as redes sociais.
Atuaste em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em Londres e França. Como foi essa experiência?
Foi a primeira vez que cantei fora de Portugal e foi muito especial. Estive em contacto com comunidades portuguesas e fui muito bem recebida. É gratificante levar a nossa música além-fronteiras e animar quem está longe de casa.
Já partilhaste palco com o Nininho Vaz Maia. Como foi essa experiência?
Foi incrível. Fui muito bem recebida pelo público e pelo próprio Nininho, que foi extremamente simpático comigo. Foi uma das melhores experiências da minha carreira até agora e espero poder repeti-la.
O que pode o público esperar de um concerto da Laura Miranda?
Muita animação. Tento levar um pouco de tudo: músicas originais e também covers. Há momentos mais calmos e outros mais energéticos, para que o público possa sentir e também dançar.
Para além dos teus temas, que outros artistas gostas de interpretar?
Gosto muito de artistas portugueses como Bárbara Bandeira, Fernando Daniel e os Calema. No entanto, adapto sempre o repertório ao tipo de evento. Em ambientes mais populares, levo músicas mais tradicionais, mas o meu estilo base é o pop português.
Tens vários concertos marcados para este ano. Há algum momento especial que estejas particularmente ansiosa por viver?
Sim, o Encontro de Mural, no Porto, no Parque da Cidade. É um evento muito especial para mim, que acontece todos os anos em maio, e estou sempre muito ansiosa por esse concerto.
Estás a trabalhar em novos projetos. O que podes revelar?
A próxima música será mais mexida, com muito ritmo, uma verdadeira música de verão. Vai ser bastante dançante e acompanhada por um videoclipe que acredito que o público vai adorar.
Que objetivos gostarias de alcançar nos próximos anos?
Um dos meus maiores sonhos é atuar em grandes salas, como coliseus, e vê-los cheios. Mas, acima de tudo, quero que o público conheça e cante as minhas músicas. Isso, para mim, já seria uma enorme conquista.
Para terminar, que mensagem gostarias de deixar a quem acompanha o teu trabalho?
Espero que continuem desse lado e que me apoiem, especialmente agora que estou a começar. Que partilhem as minhas músicas, que me deem feedback e que acreditem em mim porque ainda tenho muito para dar.
Num percurso ainda em construção, Laura Miranda revela uma determinação sólida e uma ligação genuína àquilo que canta. Entre palcos, redes sociais e novos lançamentos, a jovem artista vai traçando o seu caminho com autenticidade e foco, sem perder de vista o essencial: chegar ao público. Se o futuro se mede pela entrega e pela vontade de evoluir, Laura dá sinais claros de que este é apenas o início de uma história que promete fazer-se ouvir.
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