Entrevista com Filipe Delgado

12-04-2026

Num momento de viragem na sua carreira, Filipe Delgado apresenta Apaixonado, um novo EP que reforça a sua identidade artística, sem medo de explorar novas sonoridades. Conhecido pelo seu registo romântico, o cantor português revela agora uma faceta mais dinâmica, mantendo o amor como fio condutor das suas canções. Em conversa connosco, fala sobre este novo trabalho, o impacto recente da exposição mediática e a ligação cada vez mais forte com o público. 

Filipe, este EP marca um novo capítulo na tua carreira. O que representa Apaixonado nesta fase da tua vida?
Apaixonado representa, sem dúvida, uma viragem importante na minha carreira. Foi a primeira vez que trabalhei com o autor Ricardo Landum, uma referência da música portuguesa, e foi uma enorme honra interpretar temas dele. Este EP marca um momento muito especial, tanto a nível pessoal como profissional.

São apenas duas canções, mas com uma forte carga emocional. Porquê optar por um formato mais curto?
Este EP surge precisamente para assinalar essa nova fase. Inclui dois temas: Completamente Apaixonado e Se Pensas Acabar. O primeiro é mais leve, fresco, com uma energia muito associada ao verão, já está inclusive a ser visto como um dos temas fortes de 2026. Já Se Pensas Acabar é uma balada, mais alinhada com aquilo que o público já conhece de mim. Sendo um cantor assumidamente romântico, este equilíbrio faz todo o sentido.

Sentes que este trabalho revela um Filipe Delgado diferente?
Sim, claramente. Embora seja conhecido pelas baladas, quis mostrar outro lado, mais dinâmico, mais ritmado. Um artista não vive apenas de um registo. Este EP permite-me enriquecer os concertos ao vivo e chegar a diferentes públicos. Completamente Apaixonado mantém o romantismo, mas com uma energia diferente, e tem sido muito bem recebido. Estou muito feliz com o feedback.

O amor continua a ser a tua principal fonte de inspiração?
Sem dúvida. Sou uma pessoa naturalmente romântica e apaixonada por tudo o que faço. Entrego-me a 100% ou até mais em tudo aquilo em que acredito. O amor está presente em todas as dimensões da minha vida: na música, nas relações, nos desafios.

As tuas músicas baseiam-se mais em experiências pessoais ou em histórias universais?
Na maioria das vezes, em histórias universais. Claro que há temas com os quais me identifico pessoalmente, mas o papel do intérprete é contar histórias. Mesmo quando não são vivências minhas, procuro interpretá-las com verdade. E isso chega às pessoas, recebo muitas mensagens de quem se revê nas minhas canções, e isso é muito gratificante.

O que te inspira mais: o início de um amor ou o seu fim?
Ambos. O início tem aquela magia, aquela intensidade única. Mas o fim também pode ser inspirador. Nem sempre representa algo negativo, pode significar crescimento, aceitação. Se Pensas Acabar fala precisamente disso: amar também é saber deixar ir.

Participaste recentemente num reality show onde conquistaste o terceiro lugar. Que impacto teve essa experiência?
Teve um impacto enorme, muito maior do que eu imaginava. Estar isolado durante semanas é um desafio, mas entreguei-me completamente à experiência. Quando saí, percebi o alcance que teve. Deu uma grande visibilidade ao meu trabalho e abriu muitas portas. Hoje tenho uma agenda cheia para 2026 e sinto um carinho enorme por parte do público.

Apesar de não teres vencido, sentes-te um vencedor?
Sem dúvida. O maior prémio é o reconhecimento e o carinho das pessoas, isso não tem preço. Sinto-me verdadeiramente vencedor por tudo o que tenho vivido desde então.

Desde o Festival da Canção em 2010 até hoje, o que mudou em ti enquanto artista?
Sinto um crescimento contínuo. Ao longo destes 16 anos, fui consolidando o meu percurso, mas nos últimos tempos esse crescimento tem sido mais evidente. As participações em bandas sonoras de telenovelas ajudaram muito, e esta recente exposição veio reforçar ainda mais o interesse do público pelo meu trabalho.

Também já estiveste do outro lado, como jurado no programa "All Togher Now". O que aprendeste com essa experiência?
Foi uma experiência muito enriquecedora. Estar a avaliar pessoas com os mesmos sonhos que eu fez-me olhar para a música de outra forma. É muito gratificante ver talento e poder contribuir, de alguma forma, para o percurso de outros artistas.

Se tivesses de descrever Apaixonado numa palavra, qual seria?
Amor. Porque tudo começa aí. Acreditar no que fazemos e colocar amor em cada passo é essencial. Pode demorar, mas as coisas acabam por acontecer.

Para terminar, que mensagem gostarias de deixar ao público?
Quero agradecer profundamente todo o apoio e carinho que tenho recebido. É isso que me move. Continuem desse lado, prometo continuar a dar o meu melhor.

Entrevista: Ricardo Coelho | Foto: Direitos Reservados

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