A banda dinamarquesa Aqua anunciou o fim da carreira, colocando um ponto final em mais de três décadas de atividade musical.
Entrevista com Delfins

Quarteira prepara-se para viver uma noite muito especial no próximo dia 30 de maio, no âmbito do evento Petiscos do Pescador. O Jardim Filipe Jonas recebe um dos nomes mais emblemáticos da música portuguesa: os Delfins.
Com uma carreira marcada por canções que atravessaram gerações, a banda regressa aos palcos com um concerto que promete emoção, nostalgia e muita energia, revisitando grandes clássicos e temas inesquecíveis da histórica digressão de 1994/95.
Tivemos o prazer de conversar com Fernando Cunha dos Delfins sobre este reencontro com o público, a importância da música ao vivo e aquilo que os fãs podem esperar deste espetáculo tão aguardado em Quarteira.
Depois de tantos anos de carreira, como é que os Delfins vivem este reencontro com o público em concertos, como o que se vai realizar em Quarteira?
Tem sido um regresso fantástico. Na realidade, os Delfins regressaram em 2019, após dez anos de pausa, quando recebemos um convite irrecusável para atuar no último dia das Festas do Mar, em Cascais, com a Orquestra Sinfónica e vários convidados da música portuguesa, num concerto de homenagem à banda. Esse momento acabou por nos juntar novamente. O concerto correu muito bem e, depois disso, pensámos: "Já que está tudo pronto, porque não continuar?" Começaram então a surgir inúmeros convites para concertos por todo o país. Assinámos com a Gigs on Mars e acabámos por atuar em salas como a Altice Arena, o Super Bock Arena e o Multiusos de Guimarães, entre muitas outras. A pandemia atrasou os planos em dois anos, mas regressámos em força em 2022, com concertos no Rock in Rio e várias digressões de verão. Desde então, temos sentido uma reação incrível do público. O mais bonito é ver várias gerações juntas nos concertos, pais, filhos e até avós, todos a cantar as mesmas músicas.
Que tipo de concerto pode o público esperar no Jardim Filipe Jonas, em Quarteira, no próximo dia 30 de maio?
Será um concerto muito especial. Depois da digressão dos 40 anos e da tour "O Outro Lado", mais intimista e centrada em temas menos conhecidos, regressamos agora com a digressão "Mais Amor", focada nos grandes êxitos da banda, mas com uma nova abordagem cénica e visual. O alinhamento vai incluir praticamente todas as músicas que o público conhece, além de alguns temas ligados à mensagem desta nova digressão: mais amor num mundo que precisa urgentemente de menos guerra. Vai ser um concerto cheio de energia, com algumas novidades em relação à tournée anterior, mas mantendo aquilo que as pessoas esperam dos Delfins.
Existe alguma ligação especial dos Delfins ao Algarve?
Já tocámos inúmeras vezes no Algarve, no Festival do Marisco, no Festival da Sardinha e em muitas festas de verão. Os concertos na região têm sempre um ambiente muito especial. As pessoas estão descontraídas, em modo férias, e isso cria uma energia muito positiva. São espetáculos muito animados, em que o público canta e dança connosco do princípio ao fim.
Ainda se surpreendem com a reação do público às músicas que marcaram gerações?
Sem dúvida. As canções são a razão de ainda estarmos aqui. Durante os dez anos em que a banda esteve parada, as músicas continuaram vivas nas rádios e junto do público. Hoje vemos jovens de 15 ou 20 anos nos concertos a saber as letras todas, apesar de não terem nascido quando os Delfins estavam no auge, nos anos 80 e 90. Isso mostra que as músicas passaram de geração em geração, de pais para filhos.
Há músicas que ganharam um significado diferente com o passar dos anos?
Claro. As canções são escritas num determinado contexto, mas a vida vai mudando a forma como as sentimos. Muitas letras ganharam novos significados com o tempo e com as experiências que fomos vivendo. Costumo dizer que as músicas deixam de ser nossas no momento em que são editadas, porque cada pessoa as interpreta à sua maneira. Curiosamente, connosco acontece o mesmo. Há temas que hoje ouvimos de forma completamente diferente da que sentíamos quando os escrevemos.
Os Delfins sempre tiveram uma forte energia ao vivo. Ainda há espaço para o improviso em palco?
Sempre houve. Apesar de todos os ensaios, os Delfins foram sempre uma banda muito intensa ao vivo. Nos anos 80 e 90 gravávamos discos em estúdios analógicos, caríssimos, com muita pressão e pouco espaço para errar. Isso criava tensão. Hoje tudo é mais simples tecnicamente, mas a essência mantém-se: os concertos continuam a ser o momento em que a banda realmente ganha vida e onde há espaço para espontaneidade e emoção.
Sentem o peso emocional que o público associa às vossas músicas?
Sim, mas de uma forma muito positiva. Há pessoas que choram nos concertos porque aquelas músicas lhes trazem memórias muito fortes. Vemos famílias inteiras emocionadas, abraçadas, a cantar connosco. Isso é incrível para nós, porque significa que as canções fizeram parte da vida das pessoas.
E quanto aos petiscos algarvios?
Somos fãs assumidos da gastronomia algarvia. Tenho memórias de infância em Portimão, onde os meus pais faziam questão de ir comer sardinhas assadas. O peixe e o marisco no Algarve são extraordinários. O Festival do Marisco já faz parte da nossa história de concertos e é impossível resistir às boas mariscadas da região.
Num tempo tão digital, os concertos ajudam a recuperar a proximidade entre artistas e público?
Sem dúvida. O palco continua a ser o lugar onde realmente conhecemos o nosso público. Fazemos sempre questão de estar com as pessoas depois dos concertos, tirar fotografias, dar autógrafos e conversar. É essa proximidade que dá sentido à carreira de uma banda. Sem o público, nada disto faria sentido.
Que mensagem gostarias de deixar ao público de Quarteira?
Que descansem bem no dia anterior, porque vão cantar e saltar do princípio ao fim! Vai ser uma grande festa.
E para quem ainda está indeciso?
Este concerto vai reunir os maiores êxitos dos Delfins, com uma produção visual muito forte e algumas surpresas especiais. Posso dizer apenas que algumas pessoas do público vão acabar em cima do palco connosco. Portanto, ninguém vai querer perder esta noite.
Os Delfins atuam no Jardim Filipe Jonas, em Quarteira, no próximo dia 30 de maio, integrados no evento Petiscos do Pescador que promete muita música e animação.
Fica o convite para que todos façam parte desta grande noite de música portuguesa, num ambiente de festa, convívio e celebração da nossa cultura.
Foto: Direitos Reservados
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