EA LIVE Lisboa 2019 :: Foi assim a festa...

São dezasseis horas e quinze minutos do dia 12 de Outubro de 2019. A luz de um sol tímido entra pelos vitrais da praça do Campo Pequeno e reflecte-se nas paredes num tom pastel que ainda empresta mais serenidade à cena. Pouco movimento nestes corredores onde estão instalados vários camarins. Aqui e ali passam raparigas carregando toalhas ou reforçando uma mesa de catering que parece estar ao abandono. É a bonança que precede a tempestade. Uma tempestade boa. 

A seguir, havia um regresso a celebrar. E que regresso: Gabriel O Pensador voltava a palcos portugueses. A ausência foi sentida, como se percebeu rapidamente: Gabriel entra literalmente a matar com Tou Feliz (Matei o presidente), tema de início de carreira mas que o rapper ligou com o momento actual do Brasil. E até ao fim foi sempre a crescer. Dono de uma comunicação e empatia com o público notável, Gabriel levou o seu rap funk tropical sempre com a ajuda da assistência. No final, foram quarenta minutos que para toda a gente souberam a pouco.Os corpos queriam mais. Mais festa, mais dança. E foi o que o set de DJ Ride ofereceu, até que finalmente, e porque tinha de ser, o recinto ficou vazio. Mas quem lá esteve ficou de alma cheia. Com o copo da alma e coração a transbordar, diríamos.

Ao contemplar este cenário tranquilo ninguém pode adivinhar a azáfama imensa que dura desde o dia anterior. Montagens de palco, carregamento de material, até soundchecks nocturnos. Mais de trezentos profissionais, entre técnicos, artistas e equipas variadas, estiveram envolvidos a cem por cento para o que se iria seguir corresse da melhor maneira.
E correu.

Havia tudo para isso, aliás. Um palco criado especialmente para o evento. Um recinto transfigurado, preparado para receber não só as notas e os artistas mas também para transformar o EA LIVE Lisboa 2019 num verdadeiro espectáculo multimédia. O Campo Pequeno, é preciso dizê-lo sem medo, estava bonito com as cores EA LIVE.

Às cinco em ponto, o DJ Isac Ace enviou os primeiros ambientes sonoros para o recinto. Ao som de Sexual Healing, de Marvin Gaye, o público foi entrando, enchendo lentamente a arena da praça. A assistência ainda continuava a entrar quando os PAUS sobem ao palco, a primeira das sete bandas a fazê-lo. Som poderosíssimo, novas pistas reveladas pelo disco novo YESS e primeira conquista do dia.

A seguir foi Nuno Calado e o seu DJ set que antecedeu a entrada dos Keep Razors Sharp. Concerto sem tréguas, com algumas passagens pelo novo Overcome e os ambientes psych e shoegaze em que a banda gosta de viajar a não deixarem ninguém indiferente.

O público continuava a chegar e nos rostos lia-se o que lhes ia na alma: a vontade de um acontecimento em partilha, livre e para vários gostos musicais, um sítio comum onde sem fronteiras se iria poder sorrir, cantar, dançar, acontecer. Como já tinha sido prometido, e numa analogia feliz com a marca EA que tanto já está ligada à música moderna portuguesa, ali iriam estar reunidas castas musicais das melhores proveniências.

São dezasseis horas e quinze minutos do dia 12 de Outubro de 2019. A luz de um sol tímido entra pelos vitrais da praça do Campo Pequeno e reflecte-se nas paredes num tom pastel que ainda empresta mais serenidade à cena. Pouco movimento nestes corredores onde estão instalados vários camarins. Aqui e ali passam raparigas carregando toalhas ou reforçando uma mesa de catering que parece estar ao abandono. É a bonança que precede a tempestade. Uma tempestade boa. 

Ao contemplar este cenário tranquilo ninguém pode adivinhar a azáfama imensa que dura desde o dia anterior. Montagens de palco, carregamento de material, até soundchecks nocturnos. Mais de trezentos profissionais, entre técnicos, artistas e equipas variadas, estiveram envolvidos a cem por cento para o que se iria seguir corresse da melhor maneira.
E correu.

Havia tudo para isso, aliás. Um palco criado especialmente para o evento. Um recinto transfigurado, preparado para receber não só as notas e os artistas mas também para transformar o EA LIVE Lisboa 2019 num verdadeiro espectáculo multimédia. O Campo Pequeno, é preciso dizê-lo sem medo, estava bonito com as cores EA LIVE.

Às cinco em ponto, o DJ Isac Ace enviou os primeiros ambientes sonoros para o recinto. Ao som de Sexual Healing, de Marvin Gaye, o público foi entrando, enchendo lentamente a arena da praça. A assistência ainda continuava a entrar quando os PAUS sobem ao palco, a primeira das sete bandas a fazê-lo. Som poderosíssimo, novas pistas reveladas pelo disco novo YESS e primeira conquista do dia.

A seguir foi Nuno Calado e o seu DJ set que antecedeu a entrada dos Keep Razors Sharp. Concerto sem tréguas, com algumas passagens pelo novo Overcome e os ambientes psych e shoegaze em que a banda gosta de viajar a não deixarem ninguém indiferente.

O público continuava a chegar e nos rostos lia-se o que lhes ia na alma: a vontade de um acontecimento em partilha, livre e para vários gostos musicais, um sítio comum onde sem fronteiras se iria poder sorrir, cantar, dançar, acontecer. Como já tinha sido prometido, e numa analogia feliz com a marca EA que tanto já está ligada à música moderna portuguesa, ali iriam estar reunidas castas musicais das melhores proveniências.

A música não podia parar: Nuno Calado regressou aos pratos e Tiago Norte - mais conhecido por Stereossauro - avançou para o palco. A sua mistura de electrónica e portugalidade fundiu-se na perfeição com as projecções que se faziam ver na gigantesca cortina de 30 metros de comprimento. E trouxe amigos: as actuações de Gisela João e NBC, cantores convidados, deixaram perceber as cumplicidades perfeitas que estão registadas no disco Bairro da Ponte. 

Por esta altura o recinto estava praticamente cheio. As pessoas circulavam, mudavam de lugar, comentavam as actuações. E preparavam-se para uma das bandas portuguesas mais queridas, que efectua a derradeira digressão. Logo a seguir ao DJ set de Isilda Sanches, chegaram os Diabo Na Cruz. E sim: quarenta minutos irrepreensíveis de festa diabólica, com o público a dançar e a cantar os temas em coro. Não se sabe o que irá acontecer com este Diabo mas uma coisa é certa: todos querem que de alguma forma continuem.

Fasquia alta, então, para a actuação seguinte. A festa foi grande e ainda se sentia antes da próxima banda pisar o palco. E quando os Capitão Fausto o fizeram a festa continuou, já num Campo Pequeno demasiado...pequeno para tudo o que estava a acontecer. Passagens entre temas extraordinárias, segurança e vivacidade em palco absolutas e uma enorme legião de admiradores: eis os Capitão Fausto, que com temas como Amanhã Tou Melhor ou Amor A Nossa Vida puseram em delírio quem assistiu.

Mais um intervalo que não o foi. Altura para reabestecer os copos nas bancas EA e usufruir do DJ set de Da Chick, que pegou bem nessa atmosfera de quase euforia que então se vivia, mesmo antes de chegar a próxima actuação: os The Gift sempre foram e continuam a ser um caso muito sério em palco. Foi o que aconteceu outra vez, num set que foi quase uma espécie de Best Of, uma mini-celebração de carreira. E o público ajudou, cantando a plenos pulmões Music ou Big Fish, temas emblemáticos da banda de Alcobaça.

A seguir, havia um regresso a celebrar. E que regresso: Gabriel O Pensador voltava a palcos portugueses. A ausência foi sentida, como se percebeu rapidamente: Gabriel entra literalmente a matar com Tou Feliz (Matei o presidente), tema de início de carreira mas que o rapper ligou com o momento actual do Brasil. E até ao fim foi sempre a crescer. Dono de uma comunicação e empatia com o público notável, Gabriel levou o seu rap funk tropical sempre com a ajuda da assistência. No final, foram quarenta minutos que para toda a gente souberam a pouco.Os corpos queriam mais. Mais festa, mais dança. E foi o que o set de DJ Ride ofereceu, até que finalmente, e porque tinha de ser, o recinto ficou vazio. Mas quem lá esteve ficou de alma cheia. Com o copo da alma e coração a transbordar, diríamos.


No entanto o EA LIVE vai continuar. Em breve serão publicados dois vídeos de cada actuação nas redes sociais, para que seja possível ver quem não viu ou lembrar quem lá esteve.

É bom, muito bom. Porque uma tarde e noite como a que aconteceu naquele 12 de Outubro não se repete. Foram mesmo momentos únicos, outra vez.

Locomotiva Azul | Fotos: Direitos Reservados

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