Fernando Daniel terminou, no passado dia 21 de fevereiro, a sua tour VHSessions com duas sessões completamente esgotadas no Coliseu de Lisboa, fechando com chave de ouro uma digressão que passou por França, Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Luxemburgo e diversas cidades portuguesas.
Carolina Deslandes lança o seu sétimo álbum de estúdio

Carolina Deslandes acaba de lançar "Chorar no Club", o seu sétimo álbum de estúdio, já disponível em todas as plataformas digitais. Com 24 faixas, este é assumidamente o disco mais ousado da sua carreira e o primeiro em que partilha a produção com vários nomes em simultâneo, incluindo uma mulher: Feodor Bivol, MAR, Jon. e D'AY. Um registo pop que cruza noite, pista de dança, introspeção, feminismo e desejo, sem pedir licença a nada nem a ninguém.
O lançamento do álbum é acompanhado pelo novo single "Plot Twist", que estreia hoje com videoclipe oficial no YouTube da artista. Antes deste lançamento completo, Carolina já tinha revelado quatro temas que abriram caminho ao disco — "Pensar Em Mim", "Tento Na Língua" com iolanda, "Sexo Fraco" e "Eu Deixei".
São realmente 24 canções — uma para cada hora do dia — que compõem aquilo que a própria descreve como uma bula emocional para quem vive com o coração à flor da pele. Um álbum feito para quem já chorou a dançar, para quem já se perdeu na noite só para não se sentir sozinho. Um reencontro com a mulher que Carolina foi e com todas as que está a descobrir.
Esse reencontro faz-se também através de novas vozes e colaborações criativas. Chorar no Club é o primeiro disco onde Carolina assume, artisticamente, uma identidade múltipla, feita de heterónimos, vontades e camadas. Cada faixa é habitada por diferentes versões de si mesma: mais ousadas, mais frágeis, mais nocturnas ou mais cruas. Ao partilhar a produção com outros criadores, multiplica também a narrativa: deixa de ser apenas uma voz e passa a ser muitas.
MAR revelou-se uma descoberta transformadora — produtora, cantora, engenheira de som e presença criativa luminosa. Alguém que a inspirou a criar sem medo, sem pedir licença, sem ter de se justificar. Jon., que já havia colaborado com Carolina no álbum CAOS, assume aqui a produção plena, com a confiança total da artista no seu universo sonoro. D'AY foi o primeiro a gravar com Carolina neste ciclo: Tua e Terra é Redonda nasceram logo nas primeiras sessões e, apesar de terem ficado em suspenso, regressaram para fechar o alinhamento com a força certa. Quanto a Feodor Bivol, amigo e diretor musical, é uma peça fundamental no resultado final deste disco, alguém com quem Carolina já explorou diferentes linguagens e que volta agora a ser âncora e motor criativo.
Carolina Deslandes continua a afirmar-se como uma das mais completas, criativas e influentes artistas da sua geração. Em 2023, lançou o álbum duplo CAOS / CALMA, com temas como "Vai Lá", "Saia da Carolina" e "Brincar de Ser Feliz". Entre os seus maiores sucessos contam-se também "Avião de Papel" (com Rui Veloso) e "A Vida Toda". Com mais de 130 canções registadas na SPA, soma milhões de audições e tornou-se uma referência transversal para o público, para as novas gerações e para a própria música pop feita em Portugal.
"Chorar no Club é o meu primeiro álbum com heterónimos. Cabem nele todas as minhas personalidades, e com elas as suas dúvidas, os seus desejos. É o primeiro álbum que faço desde o Casa que tem vários produtores — amo cada um deles com todas as minhas personalidades.
É um álbum que fala sobre fugirmos das nossas vidas para a noite, não para fingir que somos felizes, mas para enganar a solidão e chorar a dançar, misturado na multidão. Vivi muito tempo da minha vida a trabalhar em discotecas e a escapar da minha casa. Costumava dizer que tive mais conversas honestas numa cabine de DJ do que numa igreja.
Chorar no Club é um reencontro com a mulher que fui antes da maternidade e com a mulher que estou a descobrir — é ousado, feminista, sexual, também solitário, introspectivo, e acima de tudo, livre.
Não me quero repetir, não quero ficar demasiado confortável na minha pele. Quero experimentar, quero dar o que tenho e o que ainda nem sei que existe — ser artista é viver a fazer perguntas.
Este álbum acendeu uma vontade e uma sede que eu não sabia que precisava. Adoro sair da caixa em que toda a gente acha que eu vivo.
Chorar no Club é uma festa — sobre o quanto precisamos todos de terapia e de curar os nossos corações partidos."
Carolina Deslandes
Universal Music
A edição de 2026 do "Conta-me Uma Canção" terminou no passado dia 17 de fevereiro com chave de ouro. A dupla formada por Samuel Úria e Rui Reininho esgotou a sala do Teatro Maria Matos meses antes do espetáculo, confirmando a expectativa em torno de um encontro que prometia e cumpriu música, histórias e uma cumplicidade rara em palco.
Os Os Quatro e Meia regressaram à MEO Arena nos dias 13 e 14 de fevereiro para dois concertos esgotados que confirmaram o momento sólido que o sexteto de Coimbra atravessa. Perante mais de 25 mil pessoas, a banda transformou o Dia dos Namorados numa celebração coletiva de romantismo, humor e cumplicidade.
O ciclo "Conta-me Uma Canção" regressou no passado dia 9 de Fevereiro ao Teatro Maria Matos, para a segunda noite da edição de 2026, desta vez com a dupla Benjamim + Tozé Brito. Mais uma vez, o público confirmou o sucesso e a singularidade deste formato intimista, onde canções e histórias caminham lado a lado.




