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51.000 espectadores e 63 artistas fizeram a BoCA Bienal 2023

Terminou no passado dia 15 de Outubro a 4.ª edição da BoCA. Ao longo de seis semanas, desde 2 de Setembro, mais de 60 artistas portugueses e estrangeiros, de 13 nacionalidades, apresentaram as suas propostas em 35 espaços culturais, patrimoniais e naturais das cidades de Lisboa e Faro.
51.000 pessoas desfrutaram da diversidade que a programação artística e multidisciplinar da Bienal de 2023 ofereceu. Um reconhecimento de que o público da BoCA é, como explica o diretor artístico John Romão, "cada vez mais expandido e representativo de diversas regiões da visibilidade e da invisibilidade que refletem os espetáculos, performances, concertos, instalações, debates e workshops" revelados nesta edição.
Sob o tema Presente Invisível, e através da obra de artistas como Paul B. Preciado, Agnieszka Polska, Ana Borralho & João Galante, Bendik Giske & Romeu Runa, Marcus Lindeen, Gabriel Chaile, Héctor Zamora, Marina Herlop, Gaya de Medeiros ou Odete & Caty Olive, abordaram-se a crise migratória, a militância antirracista e os saberes ancestrais; ensairam-se futuros fluídos entre identidades de género ou entre o passado e o futuro; ativaram-se para o presente histórias apagadas do nosso passado; arriscou-se a palavra cantada com novas óperas ou descendências dela; e sentiu-se a potência transgressora do feminino e do transfeminino. Nesta demanda, acrescenta John Romão, "encantámo-nos com vozes, sopros e danças que só podem ser de outro mundo, num Panteão sempre esgotado, caminhámos no centro de Lisboa com mitologias atuais, vimos dançar e cantar amores e desamores, e também exercitámos o corpo com danças livres, em momentos de festa".
As sementes para o futuro já foram plantadas. E, como é habitual em cada edição, desenham-se agora ramificações das relações de proximidade iniciadas com artistas, projetos e instituições parceiras. A BoCA prolonga assim a sua experiência junto do público com a publicação de oito documentários sobre os protagonistas e respetivos trabalhos apresentados. Reforçam-se ainda os vínculos com os artistas a quem a Bienal encomendou e produziu criações novas, como é o caso do espetáculo "The Talking Car", de Agnieszka Polska, da performance e instalação "Terra Cobre", de João Pais Filipe e Marco da Silva Ferreira, da performance de Odete e Caty Olive, da performance-concerto de Bendik Giske e Romeu Runa, ou da criação iniciada por Gaya de Medeiros, cujas digressões nacionais e internacionais estão a ser preparadas para o biénio de 2024/2025, por Paris, Berlim, Varsóvia ou Madrid, mas também por Serpa ou Porto.
Com direção artística de John Romão, a BoCA contou com financiamento do Ministério da Cultura / Direção-Geral das Artes, Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Faro, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Millennium Bcp, e com as parcerias de MaisFRANÇA / Institut Français du Portugal, Festival Queer Lisboa, FLAD ou Goethe-Institut Lisboa.

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