12.º Festival de Acordeão João César encheu a Alameda da República em Portimão

25-08-2026

Uma noite de música, tradição e virtuosismo marcou mais uma edição do Festival de Acordeão "João César", que voltou a reunir público e artistas em torno de um dos instrumentos mais emblemáticos da cultura musical portuguesa.

A Alameda da Praça da República, em Portimão, encheu-se na noite de 22 de agosto para a 12.ª edição do Festival de Acordeão "João César", numa celebração que, ano após ano, mantém viva a memória de um dos nomes maiores da cultura portimonense e o seu contributo para a divulgação do acordeão.

Promovido pela Junta de Freguesia de Portimão, em colaboração com a Alvor FM e com o apoio do Município de Portimão, o festival apresentou um programa marcado pela diversidade de estilos, reunindo intérpretes nacionais e internacionais e proporcionando ao público uma verdadeira viagem musical.

Como é habitual, entre o público não faltaram familiares e amigos de João César, que acompanharam com emoção mais uma homenagem ao músico portimonense. Ao longo da noite, não faltaram também temas associados ao homenageado, reforçando a ligação entre o festival e o legado que continua a ser preservado.

Uma noite de diferentes sonoridades

O espetáculo abriu espaço a diferentes abordagens ao acordeão, mostrando a versatilidade do instrumento e permitindo ao público contactar com linguagens musicais muito distintas.

Hugo Madeira, natural de Altura, Castro Marim, foi um dos nomes em destaque. Iniciou os estudos musicais ainda criança e conquistou, aos nove anos, o Troféu Mundial de Acordeão, a que se juntaram diversos prémios nacionais. Mantém uma intensa atividade artística, participando regularmente em festivais e espetáculos.

Também Francisco Monteiro teve uma noite especial, praticamente a jogar em casa. Nascido em Beja, mas criado em Portimão, o acordeonista foi bicampeão nacional, campeão ibérico e vice-campeão mundial, tendo ainda chegado à final do programa Portugal Got Talent. A sua atuação foi recebida com entusiasmo pelo público, que não lhe poupou aplausos.

A formação Dúo Kasal, composta por Jorge Alves, no acordeão, e Mariline Martins, no violino, trouxe ao palco uma proposta eclética, cruzando diferentes universos musicais, entre o jazz, o fado, a música clássica e o corridinho.

Um dos momentos que mereceu particular destaque foi protagonizado por Mariline Martins, que, para além de interpretar o violino, surpreendeu o público ao assumir também a voz em dois dos temas apresentados.

Renzo Ruggieri encerrou a noite com sabor a jazz

A fechar o festival esteve o italiano Renzo Ruggieri, considerado uma referência internacional do acordeão jazz.

Acordeonista, compositor e professor, Ruggieri apresentou em Portimão toda a sua mestria, conduzindo o público por uma sonoridade marcadamente jazzística e evidenciando as enormes possibilidades expressivas do acordeão.

Com uma carreira que conta com mais de 2.000 concertos em todo o mundo, além de um importante percurso artístico e pedagógico, o músico italiano protagonizou um encerramento de grande qualidade, deixando em palco uma demonstração de virtuosismo e criatividade.

Uma homenagem que continua viva

Mais do que um simples concerto, o Festival de Acordeão "João César" voltou a afirmar-se como um momento de encontro entre gerações, culturas e diferentes formas de interpretar o acordeão.

A forte adesão do público à 12.ª edição confirma a importância desta iniciativa no calendário cultural de Portimão e demonstra que a memória de João César continua bem viva junto da comunidade.

Entre tradição e inovação, músicos consagrados e talentos de diferentes gerações, o festival terminou com a certeza de que o acordeão continua a ter um lugar especial no coração de Portimão e que a homenagem a João César permanece uma celebração de música, cultura e identidade local.

FOTOS DO 12.º FESTIVAL DE ACORDEÃO JOÃO CÉSAR NO NOSSO FACEBOOK


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O Festival F está de regresso à Vila Adentro, em Faro, entre 3 e 5 de setembro, para a sua 11.ª edição. A menos de duas semanas do arranque, o festival volta a apresentar uma programação que cruza música portuguesa, projetos emergentes, propostas internacionais, artes visuais e diferentes formas de expressão cultural.

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